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MANCHETES

Coleta de lixo foi retomada hoje em Cruz Alta

11 de setembro de 2017

R$ 3.111.053,99. Três milhões, cento e onze mil, cinquenta e três reais e noventa e nove centavos. Esse é o valor pago pela atual gestão 2017-2020, que está há apenas oito meses à frente do Executivo Municipal a empresa responsável pela coleta de lixo. O montante é referente a 2016. Ou seja, compromissos assumidos pela ex-administração e não honrados e que agora são quitados pelo atual governo.

Resumindo: se não houvesse o montante referido somente seria repassado a empresa os valores de 2017. Todo o restante poderia ser investido em outras áreas como calçamento, compra de remédios, etc. E como existe passivo herdado a ser pago ocorre atraso nos pagamentos deste ano.

Com a queda na arrecadação e a dívida herdada o pagamento que deveria ser feito no início do mês está sendo realizado em parcelas. Por isso o serviço foi paralisado no sábado (9). Neste mesmo dia o prefeito Vilson Roberto e a secretária geral de Governo Estela Maris Fagundes entraram em tratativas para que a coleta fosse feita, mas não houve sucesso. Hoje (11) pela manhã após a entrada de recursos no caixa do município e uma conversa com os diretores da empresa e seus funcionários onde o prefeito expôs as dificuldades financeiras os caminhões voltaram as ruas.

"Assumimos com uma insuficiência financeira de R$ 22 milhões a curto prazo. Dentro disso estava a dívida com as empresas de coleta de lixo e iluminação. Soma-se a isso o salário do funcionalismo público de dezembro, que pagamos em janeiro junto a folha de janeiro, e mais R$ 9 milhões referentes ao INSS. Além disso, temos uma dívida de longo prazo quase no mesmo valor. Uma situação muito delicada e que exige trabalho e seriedade de nossa parte, mas que estamos colocando para a população com diálogo e transparência", explica o prefeito, que acrescenta: "provavelmente teremos novos problemas com a coleta de lixo nos próximos meses. A calamidade das finanças públicas municipais nos atingirá por pelo menos mais um ano".

Quanto se paga e pelo que se paga

Quando se fala em coleta de lixo parece algo simples, mas não é. Em 2005 quando assumiu a Prefeitura Municipal pela primeira vez, Vilson Roberto deparou-se com uma situação que configurava crime ambiental. O lixo de Cruz Alta era descartado de forma ilegal em um lixão a céu aberto. Ali teve início uma mudança de cultura na cidade que ainda está em andamento. Uma licitação foi feita, uma empresa venceu e um aterro sanitário legalizado pelos órgãos competentes é o destino de nosso lixo.

Pagamos pela coleta, transbordo até um local intermediário e transporte até o aterro na cidade de Giruá, distante 119 km. Ainda no contrato de R$ 520 mil está incluída a coleta, transbordo e destinação final do lixo oriundo das unidades de saúde do município.

Ações pata baratear o custo

Em junho de 2012, segunda gestão do atual prefeito, teve início a coleta seletiva em Cruz Alta. A população dispõe de contêineres de lixo orgânico e reciclável no centro da cidade para destinar o lixo separadamente.

Antes disso, o estímulo aos catadores originou associações que hoje, com parceiros como a Unicruz estão mais fortes do que nunca. A coleta seletiva abrange duas regiões: Vila Ferroviária e Bonini. Em agosto, o Executivo reuniu-se com Unicruz, secretarias afins e Associação dos Catadores tratando a ampliação para mais seis bairros.

"Outra solução possível que está sendo pensada para 2018 é um trabalho de compostagem em volume que atenda todo o lixo coletado. Hoje o peso é o que aumenta o custo. Portanto, 90% do lixo em média é orgânico. Temos que reduzir o peso que é levado ao aterro", conclui o prefeito.

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