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Comidas gaúchas – O que faz bem e o que faz mal para a saúde?

20 de setembro de 2017

Para marcar a Semana Farroupilha, foi lançado para a nutricionista Bianca Canci a missão de analisar comidas tipicamente gaúchas. Ver o que é bom e o que não é muito legal para a saúde, além de sugerir algumas adaptações.

Vamos conferir?

Chimarrão: Te atira, vivente! O chimarrão previne doenças e ajuda a emagrecer. A erva-mate tem ação antioxidante, que protege nosso organismo e interfere até no DNA. Também atua contra desordens no metabolismo, auxiliando na perda de peso.

Cuidado I- Não tomar com água acima de 60° para não aumentar o risco de câncer de esôfago.

Cuidado II- O vírus de gripe pode ser transmitido pela bomba sim, mesmo que os outros não apresentem sintomas. Então, melhor cuidar da quantidade de pessoas na roda e, em alguns casos, curtir um chimarrão sozinho.

 
Churrasco: Quem não gosta? Contaria nos dedos. Carne boa e sempre uma boa pedida para confraternização com amigos e família.

Pois então… A preocupação básica com o churrasco é o processo de defumação, que faz a carne ficar tostada e crocante. Está bastante relacionado ao estresse oxidativo e alterações genéticas, que aumentam risco de câncer.

Dica da nutri: Estudos mostram que marinar a carne em cerveja e/ou vinho – com ou sem temperos e especiarias – inibe a ação dessas substâncias, chamadas de aminas aromáticas heterocíclicas. Mas tem que ser por, pelo menos, quatro horas.

Outro cuidado: Se a carne for mal passada, é preciso cuidar da procedência. Há risco de contaminação por parasitas – como a taênia – e bactérias.

Carreteiro de charque: Bianca Canci pondera que o charque é uma carne com boa quantidade de gordura curada com sal. Se a dessalga não for correta e adequada, fica muito sódio na carne. Evitar, então, acrescentar ainda mais sal no preparo do carreteiro.

Se usar arroz integral, é melhor! Temos à venda arroz cateto integral, que é uma delícia.

Podemos dar uma turbinada também, com legumes. Usar sal marinho e temperar com ervas secas ou frescas.

Salada de maionese caseira:  Ovo é bom, batata com moderação também. Usar um óleo de qualidade e sem exagero não traz problemas. Suco de limão e ervas frescas, então, são ótimos.

O problema maior está na velha conhecida Salmonella exige cuidado para ovos com gema crua. É uma espécie de bactéria que vive no intestino de aves e pode contaminar o ovo. Pode estar tanto na casca quanto dentro do alimento.

Para evitar, lave o ovo com água corrente antes do uso e cozinhe bem. O calor destrói a bactéria.

Receita de maionese de leite da nutri: 1 copo (200ml) de leite integral, óleo até dar liga, 2 colheres de sopa de suco de limão, mostarda e sal. Preparo: coloque o leite, a mostarda e o sal no liquidificador e bata na potência máxima. Vá acrescentando o óleo aos poucos até que fique na consistência de maionese. Por último, acrescente o suco sem parar de bater. Está pronto!

Ah, antes de irmos para a próxima comida gaudéria: evite maionese industrializada. Muitos aditivos.

Polenta frita: Polenta tem a farinha de milho como base. O grão é um carboidrato complexo, que é rico em fibras e vitaminas.

Só que fritar não é a preparação mais adequada. Ainda mais quando o alimento fica todo dentro do óleo, o que chamamos de fritura por imersão. Aumenta o valor calórico. Além disso, a exposição de alimentos a temperaturas acima de 120° forma uma substância chamada acrilamida, que também está associada ao desenvolvimento de turmores.

Segundo a Anvisa, alimentos ricos em carboidratos são os que mais geram este composto. Exemplo típico é a batata frita.

Solução: Usar o mínimo de óleo possível. Apenas o suficiente para grelhar. E manter por pouco tempo na frigideira. Tipo a polenta brustolada. Como a polenta usada é cozida, retire da geladeira por uns 30 minutos, deixando-a bem acondicionada em pote com tampa.

 Salsichão / linguiça: Aqui temos um grande problema. São carnes ultraprocessadas e com alta concentração de aditivos químicos, sódio e gordura. As opções defumadas entram nos mesmo critérios das aminas do churrasco, que explicamos lá em cima no post.

Solução: Consumir com moderação e eventualmente. Para fugir dos aditivos, tem como comprar linguiças artesanais ou fazer em casa.

Sagu:  É uma boa opção de sobremesa. As bolinhas de sagu são de fécula extraída dos saguzeiros, que é uma planta. Também pode ser feito de mandioca. Tem muitas fibras. Estudos apontam efeitos positivos até para evitar câncer de cólon e derrames. Tem ferro e cálcio.

Só que é preciso observar como é feito. As receitas podem incluir vinho ou leite condensado. Além do açúcar, o que exige cuidados.

Atrapalha quem quer emagrecer ou controlar glicose e colesterol. É uma sobremesa rica em carboidratos, porque tem o amido das bolinhas de sagu e o açúcar de preparação. Ainda mais se for com creme.

Solução: Moderar o consumo. É legal acrescentar canela em pó. Estudos mostram que a canela ajuda o organismo a reduzir os níveis de glicose, ajudando no tratamento de diabéticos, inclusive.

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