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Governo poderá retirar leite da lista de produtos beneficiados pelo livre comércio no Mercosul

20 de setembro de 2017

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, recebeu ontem, 19, em Brasília, lideranças políticas e representantes da cadeia produtiva do leite. Em pauta, a queda nos preços do produto brasileiro, provocada pela forte entrada do leite uruguaio. De acordo com o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que participou do encontro, o setor reforçou a necessidade de aquisição do excedente por parte do governo federal e maior rigidez no controle das importações. “Defendemos que a importação não seja automática e que se designe um grupo técnico para avaliar a qualidade dessa matéria-prima que está ingressando em larga escala no Brasil. Isso também é uma questão de segurança alimentar”, destacou o parlamentar.

O Ministério da Agricultura estuda a retirada do leite da lista de produtos beneficiados pelo livre comércio entre os países do Mercosul. Uma das alternativas é a elaboração de um acordo de cotas de importação, a exemplo do que já existe com a Argentina. Segundo Jerônimo, um dos motivos para a grande entrada do leite uruguaio no Brasil é o fechamento do mercado venezuelano. “Sem ter como mandar o produto para a Venezuela, o Uruguai mirou no mercado brasileiro, o que provocou esse desequilíbrio no mercado interno, levando à depreciação do nosso leite”, explicou.

Semana passada a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul fez mobilização no município de Jaguarão, contra a importação de leite do Uruguai, o que desvaloriza o produto brasileiro. Em entrevista na Progresso, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, disse que nos últimos meses houve forte queda de preço do leite pago ao produtor. Há casos de agricultores que recebem entre 80 e 90 centavos por litro, quando o custo chega a cerca de 1 real e 30 centavos.

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