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PF faz operação contra furto de poupanças de clientes da Caixa

15 de setembro de 2017

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (15) uma operação com objetivo de desarticular uma quadrilha que fraudava cartões para furtar dinheiro de contas poupança de clientes da Caixa Econômica Federal. O esquema criminoso, conforme a investigação, contava com ajuda de um funcionário do próprio banco — por isso o nome da operação, Duas Caras. 

A ação cumpre 56 mandados judiciais nos Estados de Paraná, Santa Catarina e Paraíba. São 23 de busca e apreensão, seis de prisão preventiva, sete de prisão temporária, seis de sequestro de bens e um mandado de suspensão do exercício da função pública. 

Os suspeitos são investigados por furto qualificado, estelionato qualificado, peculato, uso de documento falso, falsificação de documento público e associação criminosa. Os presos serão enviados para Curitiba, de onde partiu a investigação.

Conforme a PF, o funcionário suspeito pesquisava e identificava contas poupança de clientes da Caixa com grandes saldos e que não apresentava histórico de retiradas, repassando os dados dos clientes ao líder do grupo criminoso investigado.    

Com os dados dos clientes em mãos, o líder do grupo solicitava a elaboração de documentos falsos, complementando os demais dados necessários com outros participantes do grupo, que geralmente possuíam acesso a banco de dados, em razão de suas profissões. 

Os investigados entravam em contato com a central de cartões da Caixa e, se passando pelos clientes, informavam a "falsa" perda do cartão bancário, fato que gerava um novo envio de cartão. Na foto abaixo, um dos materiais usados para falsificação.

Os cartões eram retirados nos centros de distribuição dos Correios com uso de documentos falsos, e se iniciava a série de saques nos caixas eletrônicos, compras na modalidade débito e saques e transferências na boca do caixa, até que o dinheiro nas contas se esgotasse ou que o crime fosse descoberto. 

Nome da operação
É uma referência a atuação do funcionário da Caixa investigado, que "age de um jeito ou de outro dependendo com quem está", o que torna a pessoa conhecida por ser Duas Caras. 

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