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Novo Ministro da Saúde, cardiologista Marcelo Queiroga, não recomenda uso de Cloroquina

15 de março de 2021

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite desta segunda-feira (15), nas redes sociais, ter acertado a nomeação do médico Marcelo Queiroga como ministro da Saúde. Os dois se reuniram ao longo da tarde no Palácio do Planalto para discutir a troca no comando da pasta. O anúncio também foi feito pelo presidente durante conversa com apoiadores na porta do Palácio do Alvorada. 

“Foi decidido agora a tarde a indicação do médico Marcelo Queiroga para o Ministério da Saúde. Ele é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. A conversa foi excelente, já o conhecia há alguns anos então não é uma pessoa que tomei conhecimento há poucos dias, e tem, no meu entender, tudo para fazer um bom trabalho dando prosseguimento em tudo que Pazuello fez até hoje”, afirmou Bolsonaro na conversa transmitida pelo site Foco do Brasil, mantido por apoiadores do presidente.

Com a indicação, Queiroga será o quarto ministro da Saúde desde o começo da pandemia de Covid, há exatamente um ano. Passaram pela pasta, neste período, os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, seguido depois pelo general Eduardo Pazuello, do Exército. 

A cloroquina não será utilizada para o tratamento, diz o novo Ministro. O medicamento é defendido por Bolsonaro e integra o “tratamento precoce” contra a Covid-19 também receitado por muitos médicos. “A própria Sociedade Brasileira de Cardiologia não recomendou o uso dela nos pacientes”.

“E nem eu sou favorável porque não há consenso na comunidade científica”, reafirma Queiroga.

Para ele, é preciso dar gás ao programa de imunização do país, uma referência pela capilaridade e pela agilidade, para cair a pressão contra os hospitais. “Mais vacinados, menos doentes”, diz.

Fonte: Agência Brasil e Folha PE.
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