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Um ano após assassinato em Coronel Barros, filha pede por justiça: “Meu pai amava viver”

10 de março de 2021

A morte de Abílio Antônio Porto da Silveira completou um ano nesta quarta-feira, 10. Conforme apuração policial, o bombeiro aposentado foi morto aos 55 anos com pelo menos três disparos de arma de fogo que o atingiram na região torácica. Sua ex-companheira, Isabel Cristine dos Santos Gonçalves, 48 anos, é a acusada do crime. A mulher foi presa logo depois dos fatos, mas foi posta em liberdade em agosto do ano passado e cumpre medidas cautelares.

Familiares de Abílio, em contato com a reportagem da RPI, lamentaram o ocorrido e pediram por justiça. Em uma mensagem assinada por Anelise Corrêa da Silveira, de 21 anos, filha do homem em um primeiro relacionamento, mostra o descontentamento com a soltura da suspeita.

“É muito triste aceitar a morte, mas é ainda mais triste quando isso acontece de maneira planejada, brusca e trágica, ainda mais quando se refere a morte de uma pessoa que você ama muito. Além de ter perdido o meu pai querido e viver com a ausência, tenho que aceitar a impunidade, a injustiça de ver a pessoa que me tirou a felicidade, solta na sociedade após ter feito tudo o que fez, assassinado o meu pai, ateado fogo na residência e matado seus animais vivos”, a mensagem ainda é completa com a frase “meu pai amava viver, por isto eu grito por justiça”.

Em contato com a advogada de defesa, Petra Fiorin Fracaro, foi confirmado que Isabel irá aguardar os desdobramentos do processo em liberdade.

O CASO:

Isabel Cristine dos Santos Gonçalves, 48 anos, é suspeita de matar a tiros Abílio Antonio Porto da Silveira, aos 55 anos, nas proximidades de uma pista de rodeio, em Rincão dos Casalini, interior de Coronel Barros, na noite de 10 de março de 2020.
Testemunhas relataram ter visto ela efetuar três disparos na região do peito do peito. Depois dos fatos, ela teria incendiado a residência de Abílio localizada em Passo das Cruzes e fugido em um veículo Ford Focus.
As guarnições da Brigada Militar efetuaram diligências no sentido de localizar a possível autora do fato, sendo que no final da noite o veículo suspeito foi localizado estacionado na rua João Peter Krombauer em Coronel Barros. Em frente ao veículo foi encontrada Isabel, a suspeita do homicídio, a qual encontrava-se desacordada. Ao lado dela foi encontrado um revólver calibre .38 com quatro cartuchos deflagrados e um intacto, também foi localizado próximo ao veículo, frascos vazios dos medicamentos Clonazepan e Bupropiona.
Quatro folhas de papel explicando a motivação do crime foram encontradas pela polícia no carro. “Nesta carta ela admitiu o crime e explicitou o motivo: amor, bem como outros detalhes íntimos do casal”, disse o delegado Gustavo Arais.
Após ser capturada, ao invés de ser apresentada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), foi conduzida ao Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) onde permaneceu internada, sendo que dias depois foi recolhida à Modulada.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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