11 lideranças nacionais de partidos ligados ao denominado ‘centrão’ decidiram que não vão apoiar a mudança do atual sistema eletrônico nas eleições para o impresso defendido enfaticamente pelo Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores.
Participaram da reunião os presidentes ACM Neto (DEM), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Ciro Nogueira (PP), Gilberto Kassab (PSD), Luciano Bivar (PSL), Luis Tibé (Avante), Marcos Pereira (Republicanos), Paulinho da Força (Solidariedade), Roberto Freire (Cidadania) e Valdemar Costa Neto (PL)
No encontro por videoconferência, os líderes decidiram que o Brasil deve continuar com a urna eletrônica e também rejeitaram a hipótese de voto impresso auditável que já tramita na Câmara após a criação de uma Comissão Especial para tratar do assunto.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, tinha votos suficientes para avançar na comissão especial da Câmara. A articulação, porém, enfrentou resistência e agora os partidos prometem articular a rejeição da PEC com os deputados, ou até mesmo engavetá-la. Os 11 partidos que mobilizaram o encontro virtual representam 326 deputados entre os 513 integrantes da Câmara, número suficiente para derrubar a medida.
Em recente entrevista à Rádio Progresso o advogado e ex-juiz eleitoral José Luiz Blaszack disse que a proposta do voto impresso fere a constitucionalidade do sigilo do voto, além de devolver ao Brasil um sistema vulnerável. Blaszack disse ainda que a defesa desta proposta é feito por políticos que temem em perder as eleições.