A segunda audiência do Caso Abílio foi realizada nesta terça-feira. Foram ouvidas as testemunhas de acusação remanescentes e as de defesa. O processo apura a conduta de Isabel Cristine dos Santos Gonçalves, suspeita de matar a tiros o bombeiro aposentado Abílio Porto da Silveira, aos 55 anos. O homicídio ocorreu na noite de 10 de março de 2020, nas proximidades de uma pista de rodeio em Rincão dos Casalini, interior de Coronel Barros.
A primeira audiência ocorreu em seis de julho. Na oportunidade, em frente ao Fórum, familiares da vítima protestaram pois contestam a soltura da acusada.
Conforme a advogada que defende Isabel, a doutora Petra Fiorin Fracaro, ontem foram ouvidas sete testemunhas de defesa e quatro de acusação. Na audiência anterior, 10 testemunhas de acusação foram ouvidas. “Ainda não data marcada pro julgamento, pois ainda não se findou a primeira fase do procedimento do rito do júri. Após o término da audiência, foi requerido diligências pela defesa. Após abre-se prazo para alegações finais da acusação e posteriormente defesa, para aí termos a decisão de pronúncia (levar a acusada a julgamento), impronuncia, desclassificação do delito ou absolvição sumária. A partir daí ocorre a preparação do processo para o plenário’, disse Petra.
O CRIME
Isabel Cristine dos Santos Gonçalves, 48 anos, é suspeita de matar a tiros Abílio Antonio Porto da Silveira, aos 55 anos, nas proximidades de uma pista de rodeio, em Rincão dos Casalini, interior de Coronel Barros, na noite de 10 de março de 2020.
Testemunhas relataram ter visto ela efetuar três disparos na região do peito do peito. Depois dos fatos, ela teria incendiado a residência de Abílio localizada em Passo das Cruzes e fugido em um veículo Ford Focus. No local, a casa, carro e pertences da vítima foram queimados. Animais que ali estavam, sendo cachorros, porcos e terneiros morreram por conta do incêndio.
As guarnições da Brigada Militar efetuaram diligências no sentido de localizar a possível autora do fato, sendo que no final da noite o veículo suspeito foi localizado estacionado na rua João Peter Krombauer em Coronel Barros. Em frente ao veículo foi encontrada Isabel, a suspeita do homicídio, a qual encontrava-se desacordada. Ao lado dela foi encontrado um revólver calibre .38 com quatro cartuchos deflagrados e um intacto, também foi localizado próximo ao veículo, frascos vazios dos medicamentos Clonazepan e Bupropiona.
Quatro folhas de papel explicando a motivação do crime foram encontradas pela polícia no carro. “Nesta carta ela admitiu o crime e explicitou o motivo: amor, bem como outros detalhes íntimos do casal”, disse o delegado Gustavo Arais.
Após ser capturada, ao invés de ser apresentada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), foi conduzida ao Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) onde permaneceu internada, sendo que dias depois foi recolhida à Modulada. Pouco mais de cinco meses presa, Isabel foi posta em liberdade