Os prefeitos dos cinco municípios da Amuplam que não possuem unidades da Corsan viajaram na última terça-feira (07), a São Gabriel, onde conheceram o processo de implementação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, o qual
terceiriza este serviço.
Em entrevista à Rádio Progresso, o prefeito de Coronel Barros, que também é presidente da Associação dos Municípios do Planalto Médio, disse que São Gabriel é exemplo no que se refere ao serviço de saneamento e afirmou que o município está muito adiantado em relação ao todas as outras cidades que possuem unidades da Corsan. Além disso, os prefeitos de Ajuricaba e Condor, que possuem uma unidade da autarquia mas que tem interesse numa regionalização do serviço também viajaram a São Gabriel.
O presidente da Amuplam disse que o assunto exige reflexão, já que os gestores não querem simplesmente terceirizar o serviço e passar a conta pra comunidade. “Em São Gabriel nos deparamos com um exemplo no que se refere a terceirização do serviço, com a empresa prestando um trabalho diferenciado, cumprindo todos os acordos que foram definidos previamente e entregando um resultado muito superior ao que a Corsan proporciona” afirma o prefeito. Além disso, Arnt disse que reconhece a qualidade do serviço prestado pela Corsan, no entanto, por ser vinculada ao estado, a autarquia exige trâmites mais burocráticos. O presidente da Amuplam ressaltou que o problema que os municípios enfrentam não é relacionado a qualidade da água, que é muito boa, mas sim em relação ao saneamento.
Agora o próximo passo é realizar um levantamento detalhado junto a região celeiro, região da grande Santa Rosa e missões, com a finalidade de identificar quais são os municípios que não possuem unidades da Corsan e em parceria com os gestores dessas cidades buscar a definição sobre o futuro da autarquia. Conforme a lei nº 14.026/2020, que atualiza o Marco Legal do Saneamento Básico, os
municípios tem prazos para se adequar aos novos modelos de prestação de serviços de
saneamento de água e esgoto.
O novo marco legal, aprovado em 2020, tem como objetivo a universalização do
saneamento, elevando a cobertura de abastecimento de água a 99% e de esgotamento sanitário a 90% até 2033.