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HCI termina o ano sem déficit e renegocia dívidas antigas

22 de dezembro de 2021

Com algumas mudanças na forma de administração, dedicação da diretoria voluntária e dos funcionários, o Hospital de Caridade de Ijuí consegue fechar este ano sem déficit financeiro. Trata-se de um fato positivo, se considerar números negativos dos últimos anos. O assunto foi comentado hoje pela manhã durante entrevista na RPI pelo presidente do HCI, médico Douglas Uggeri, e os integrantes da direção voluntária, Marco Antônio Sagave e Carlos Alberto Scapini.

O presidente do hospital esclareceu que a casa de saúde termina 2021 zerado, ou seja, se não teve deficit, também não registrou lucro. No entanto, pelo menos, não aumenta a dívida histórica da instituição, que está em cerca de 150 milhões de reais. Do montante desse débito, 63 milhões de reais se referem à dívida com a Caixa Federal devido a empréstimos obtidos nos últimos anos e o restante com fornecedores de produtos e materiais para o HCI.

Marco Sagave destacou que esse débito é administrável e o novo processo de administração do hospital, também emendas de parlamentares, ajudam na resolução do montante. Somente em juros, por mês são um milhão de reais, o que significa 12 milhões de reais por ano, quase a fatura de um mês do HCI, que é de 14 milhões de reais. Para melhorar as finanças, a direção voluntária do Hospital de Caridade de Ijuí centraliza ações na venda de serviços para os governos municipal, estadual e federal, através de atendimentos da população em diferentes segmentos, inclusive com novos equipamentos que são implantados.

Para o ano que vem, o HCI projeta a implantação de um novo angiógrafo, ainda nova ressonância magnética, ainda esforço para novo acelerador linear que atende pacientes na área de radioterapia. Em fevereiro deverá ser concluída a organização da ala da Unijuí no hospital, a fim de abranger os estudantes de Medicina da universidade que fazem estágio no HCI. Outro projeto para 2022 é criar uma nova UTI cirúrgica, inaugurar o novo banco de sangue, quatro vezes maior que o atual, e ampliar o setor de emergência, com espaço separado para pacientes de convênios e do SUS.

Fonte: Radio Progresso de Ijuí