O fenômeno climático La Ninã, principal responsável pela estiagem história registrada no momento, inclusive na região de Ijuí, poderá começar processo de enfraquecimento, porém isso não significa retorno imediato das chuvas.
Durante entrevista hoje pela manhã na RPI, a doutora em meteorologia, Camila Cardoso, ressaltou que diante disso se mantém condição de chuva abaixo da média. Pelo menos até o outono desse ano o La Ninã vai seguir com atuação e deverá se desconfigurar durante o inverno. Camila Cardoso explicou que a resposta para normalização das precipitações climáticas não são rápidas, ou seja, mesmo com tendência de La Ninã menos intenso daqui para frente. Normalmente, a interação oceano/atmosfera demora de dois a três meses para respostas em termos de chuvas. O La Ninã significa que há resfriamento das águas do oceano Pacífico, diante disso, a umidade não é canalizada para o sul do Brasil a fim de se transformar em nuvens de chuva.
Camila Cardoso enfatizou que a partir da segunda quinzena de março a região de Ijuí poderá observar as primeiras massas de ar frio, com possibilidade de temperaturas mínimas mais baixas que o normal, ou seja, frio ao amanhecer e às tardes com temperaturas mais altas. Já em maio, a previsão é de frio mais intenso, visto o trânsito para o inverno.
Na mesma entrevista na Progresso nesta manhã, a meteorologista, Camila Cardoso, frisou que o inverno, em Ijuí e região, deverá ser de geadas amplas, em razão de ar mais seco. Já as chuvas deverão ficar dentro da média durante a estação mais fria do ano. De hoje em diante segue a tendência de chuva na microrregião de Ijuí, porém, com indicação de falta de precipitação climática entre 2 e 7 de março.