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Presidente da Famurs defende medidas de apoio a estiagem durante Marcha dos Prefeitos a Brasília

25 de abril de 2022

Além de reforçar a pauta da Confederação Nacional dos Municípios, a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul vai aproveitar a Marcha dos Prefeitos a Brasília, nesta semana, para incrementar o pedido de votação de projeto, no Congresso Nacional, que libera recursos financeiros extras para agricultores gaúchos, em razão da recente estiagem.

Durante entrevista hoje pela manhã na RPI, o presidente da Famurs e prefeito de São Borja, Eduardo Bonoto, disse que esse dinheiro vai beneficiar, especialmente, médios e grandes produtores rurais. Para os agricultores familiares, recentemente, o governo federal concedeu apoio para quem não teve Proagro ou seguro na safra de verão 2021/2022. Bonoto também comentou que a matéria a ser aprovada no Congresso Nacional vai ajudar com dinheiro para a safra de inverno deste ano.

Ele ainda comentou que a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios é realizada num momento muito importante no pós-pandemia, com a retomada da economia nacional e também para debater assuntos fundamentais para o municipalismo.

Estarão presentes os pré-candidatos a presidência da República, para as eleições de outubro deste ano. Diante disso, Eduardo Bonoto frisou que o presidente brasileiro para o próximo mandato precisa priorizar a descentralização do poder político e econômico de Brasília para os municípios, com um novo pacto federativo, aliás, assunto discutido há muitos anos.

“Os municípios são o primo pobre da nação”, ressaltou o prefeito de São Borja para argumentar o fato de que as prefeituras recebem apenas cerca de 18% de tudo que a União arrecada em impostos, no chamado bolo tributário. Porém, observou que é nos municípios que as coisas acontecem, por isso, é necessário que o governo federal flexibilize mais dinheiro. Bonoto ainda entende que o próximo presidente da República precisa implantar uma reforma tributária, mas sem onerar a população com aumento de impostos e, sim, mudanças pelo viés da produção e consumo.

Fonte: Radio Progresso de Ijuí
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