O Ministério da Defesa encaminhou nesta quarta-feira (9), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o relatório técnico sobre a fiscalização do sistema eleitoral brasileiro. No documento, a pasta sugere vulnerabilidades para corrigir para as próximas eleições. E cita que não encontraram divergências entre boletins de urna e os entregues ao TSE. Em síntese, não encontraram nenhum sinal de fraude ou outra irregularidade.
O documento apresentado pela Defesa sugere criação de comissão para analisar dois pontos de suposta vulnerabilidade do sistema eleitoral. São eles:
-A ocorrência de acesso à rede, durante a compilação do código-fonte e consequente geração dos programas (códigos binários), torna o sistema vulnerável;
-Os testes de funcionalidade, realizados por meio do teste de integridade e do projeto-piloto com biometria, atestaram insegurança do sistema.
No relatório, o órgão reitera “compromisso permanente do Ministério da Defesa e das Forças Armadas com o Povo brasileiro, a democracia, a liberdade, a defesa da Pátria e a garantia dos Poderes Constitucionais, da lei e da ordem”.
A informação vem em meio a atos na frente do quartéis que cobram uma posição dos militares sobre o resultado das eleições. O próprio TSE já havia cobrado das Forças Armadas o envio do documento.
Após apresentação do documento, o TSE informou que “recebeu com satisfação o relatório final do Ministério da Defesa, que, assim como todas as demais entidades fiscalizadoras, não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022