Em seu último pronunciamento como presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, realizou uma espécie de balanço das ações durante os quatro anos em que esteve no comando do governo federal. Em uma live feita em suas redes sociais, Bolsonaro chorou ao falar sobre o que considerou como ganho da sociedade em termos de liberdade. Ele também disse que foram anos em que suas falas foram tiradas de contexto pela imprensa e afirmou que eleição vencida por Luis Inácio Lula da Silva foi parcial, mas que sempre procurou “jogar dentro das quatro linhas”. Ao abordar sobre as manifestações em frente aos quartéis, o presidente foi enfático ao dizer que são legítimas e que o protesto pacífico e ordeiro tem que ser respeitado.
“Qualquer movimentação dentro das normas é bem-vinda. Os dois últimos meses foram difíceis. Procurei não falar nada para não tumultuar, até porque tudo que digo é tirado de contexto”, afirmou.
Bolsonaro reconheceu a importância do voto. “Por falta de conhecimento meu povo pareceu. Creio na garra e no patriotismo de vocês. As pessoas passaram a entender o que vão perder e muitas já se arrependeram da escolha que fizeram. Em frente aos quartéis as pessoas estão lutando até por aquelas que as oprimem. Pedem socorro. Há algo de errado nisso”, questionou.
O político disse que o governo Lula já começa “capenga”. “Na posse o Maduro vai se fazer presente, o Mujica e o Ortega também. A esquerda não deu certo em nenhum lugar do mundo”, afirmou.
Por fim, chorando, Bolsonaro disse que doou o máximo de tempo aos brasileiros. “Dei o meu sangue. Não vamos achar que o mundo vai acabar no dia primeiro de janeiro. O Brasil não sucumbirá. Acredito em vocês. Acredito no Brasil. Acima de tudo acredito em Deus. Perdem-se batalhas, mas não perdem-se guerras. Muito obrigado por terem me proporcionado esses quatro anos. Vocês sabem dar valor a liberdade, ao respeito ao próximo, à família”, concluiu.