O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), do Rio Grande do Sul, conduz ações para mitigação de riscos após a confirmação de um caso positivo da doença de Aujeszky no município de São Gabriel.
As ações se basearam no despovoamento da propriedade de subsistência positivada, vigilância e sorologia dos suínos localizados em um raio de cinco quilômetros a partir do foco, conforme preconizado pelo Plano Nacional de Sanidade Suídea. As atividades nesta semana foram concluídas com mais de 100 propriedades vistoriadas e cerca de 500 amostras coletadas para comprovar a ausência da enfermidade.
“A defesa sanitária animal está constantemente sendo desafiada; no entanto, o corpo técnico desta secretaria é extremamente qualificado e acreditamos que não haverá comprometimento da excelência na produção agropecuária do Rio Grande do Sul”, destaca o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Velho Lopes.
A doença de Aujeszky é uma doença infecto-contagiosa causada por um herpesvírus. O suíno é o hospedeiro natural do vírus, porém outras espécies como os bovinos, ovinos, caprinos, caninos e felinos podem ser infectados. Nos suínos pode provocar febre, depressão, sinais clínicos neurológicos, respiratórios e reprodutivos.
O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo por via oral e oro nasal. O período de incubação é de 2 a 6 dias.
