A Secretaria de Meio Ambiente de Ijuí vem se estruturando nos últimos anos e criando políticas públicas para reduzir a quantidade de animais abandonados ou que vivem em más condições, afirmou nesta manhã (19) o titular da pasta, Yuri Pilissão. Segundo ele, a secretaria está focada em promover mensalmente a feira de adoção de animais, disponibilizando à comunidade, cães que foram abandonados, resgatados ou que pertencem aos chamados “acumuladores”, pessoas que possuem vários animais e encontram dificuldade para se desfazer, o que acaba muitas vezes resultando em más condições aos cães ou gatos, justamente pela grande quantidade de animais que necessitam de cuidados de uma única pessoa ou única família.
Nesse sábado (21) o município promove mais uma feira de adoção, no turno da manhã, das 08h30 às 12h, na Praça da República de Ijuí. Segundo o secretário, estarão disponíveis 20 cães. Em entrevista à Rádio Progresso, a médica veterinária da Secretaria, Paola Barella, disse que muitos desses cães precisaram de tratamento e outros ainda estão no processo de recuperação, mas todos estão aptos a participar da feira. No entanto, antes da adoção, eles passam por uma série de cuidados, como castração, vacinação e microchipagem.
Alguns deles estão alojados no Centro de Controle de Zoonose do município, outros com protetores de animais nos chamados lares temporários. Yuri Pilissão explica que o município não possui uma estrutura de acolhimento e abrigo adequada a esses animais, mas oferece todos os atendimentos possíveis, desde hospital até plantão de atendimento através de parceria com o Hospital Veterinário da Unijuí.
Ainda segundo o secretário do Meio Ambiente, os acumuladores de animais foram o principal motivo que impulsionou a pasta a intensificar a feira de adoção, já que a Secretaria do Meio Ambiente chegou a encontrar 90 animais numa única propriedade, o que necessitou de um trabalho para identificar toda questão sanitária e condições desses cães e gatos, que muitas vezes vivem de forma insalubre. Muitos desses animais colocados para adoção nas feiras são oriundos dos colecionadores, que passam por todo um trabalho psicológico para facilitar o “desapego”.