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Cpers quer que reajuste do piso do magistério se estenda para funcionários de escolas e aposentados

7 de fevereiro de 2023

Às vésperas de iniciar mais um ano letivo, o Cpers e governo gaúcho debatem o aumento nos salários do magistério estadual, a partir do reajuste do piso nacional dos professores anunciado mês passado pelo governo federal, de 14,95%.

Ontem houve reunião entre o Cpers, que representa os professores e funcionários de educandários estaduais, e o Executivo gaúcho. Durante o encontro, o governador, Eduardo Leite, disse que o reajuste depende de o governo federal pagar ao Estado compensações pela redução de impostos da gasolina e da energia elétrica.

Durante entrevista hoje pela manhã na RPI, a presidente do Cpers, Helenir Schürer, ressaltou que o governo gaúcho já tinha anunciado superavit financeiro de mais de 3 bilhões de reais nas contas públicas do ano passado. Além disso, somente na conta do Fundeb, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, existem 631 milhões de reais. Com isso, segundo Schürer, é possível conceder o aumento salarial para o magistério.Ela ainda observou que o Cpers é contra a qualquer hipótese de alteração no plano de carreira da categoria, como foi sugerido pelo governo estadual, para diminuir custos do reajuste do piso. “Não tem mais nenhuma gordura a ser queimada”, observou a presidente do Cpers.

Com o aumento do piso nacional do magistério, o salário básico dos professores passa de 3 mil e 800 reais para 4 mil, 420, para 40 horas semanaisNa mesma entrevista nesta manhã na Progresso, Helenir Schürer alertou que o Cpers defende que o reajuste salarial também seja estendido para professores estaduais aposentados e funcionários de escolas.

Na próxima terça-feira haverá nova reunião entre Executivo gaúcho e Cpers. Logo após, na terça que vem à noite, o sindicato vai realizar conselho geral para avaliar o resultado desses encaminhamentos. No dia 3 de março o Cpers vai ter assembleia geral em Porto Alegre. Helenir Schürer não descartou possibilidade de greve do magistério neste começo de ano letivo, caso o Estado não repasse o valor determinado para o reajuste do piso da categoria, mas qualquer decisão depende de ouvir professores e funcionários de escolas.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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