O senador Luis Carlos Heinze (PP) articulou uma nova reunião para tratar do problema da estiagem. Desta vez, o parlamentar agendou audiência para esta segunda-feira, 13, com técnicos dos ministérios de Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário e Agricultura para apresentar um plano de proteção das nascentes, desenvolvido pelo Instituto Espinhaço. Essa é a terceira mobilização da semana promovida pelo gaúcho, cujo foco é oferecer uma resposta para o problema da estiagem, que neste ano afeta mais de 260 municípios gaúchos.
“Realizamos o encontro com os ministros na segunda, na sexta já reuni especialistas e empresários para discutir o armazenamento de água em quateo bacias hidrográficas e agora quero apresentar uma proposta viável” elenca Heinze. De acordo com o senador o projeto irá beneficiar mais de 500 mil propriedade rurais.
Durante entrevista ao programa Rádio Ligado, na manhã desta segunda-feira, 13, o senador disse que as invasões e depredações que aconteceram nas sedes dos três poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro, precisam de esclarecimento. O político ressaltou uma cobrança por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
“É um absurdo soltar políticos por ladroagem. Soltar traficantes e estupradores. E sabe o que estão prendendo? Pessoas humildes que nunca passaram na frente de uma delegacia, nunca tiveram um processo, e hoje estão usando tornozeleira eletrônica.
Questionado se apoiou ou aprovou os atos realizados no dia 8 de janeiro, o senador disse que é contrário às pessoas que foram lá para depredar o local.
“Não deveriam fazer isso contra os prédios públicos. Mas eu também quero identificar que havia pessoas infiltradas. Isso que nós queremos descobrir. Muitas informações estão estranhas. Se o governo federal sabia no dia 6 o que aconteceria no dia 8, por que não se prepararam? Por que Palácio do Planalto que possui uma guarda permanente, por que essas pessoas foram dispensadas no dia do evento? Como tinha pessoas dentro do Palácio antes dos manifestantes chegarem?, questiona.
Sobre o contato com Jair Bolsonaro, que continua nos Estados Unidos desde o final de dezembro, o senador afirmou que o ex-presidente não estava respondendo as mensagens por WhatsApp e por isso lhe atendeu via telefonemas por duas oportunidades. Heinze disse que não conversou sobre futuro com o ex-presidente. “Falamos sobre a saúde dele. Esperamos que ele volte ao Brasil e lidera a oposição contra Lula”, concluiu o senador.