Busca rápidaX

MANCHETES

CASO DIDONÉ: Dez anos depois, ex-mulher, amante e comparsas pelo assassinato vão a júri popular

1 de março de 2023

O Tribunal do Júri de Cruz Alta está reunido nesta quarta-feira, 1º, para julgamento de Eliane Fátima da Silva Stein, Florinaldo da Silva Baptista Junior, e os comparsas Marcos Roberto Fonseca e Marisa de Fátima Baptista Fonseca, pelo assassinato e ocultação de cadáver de Alexandre Didoné, em 2013, encontrado dois anos depois, sob uma ponte na BR 158, em Pejuçara. 

O ‘caso Didoné’ teve grande repercussão em 2015, quando o delegado de polícia Josuel Muniz assumiu as investigações e logo elucidou o crime, o que culminou  na localização do corpo, embaixo da ponte do arroio Santa Clara, em Pejuçara. Florinaldo confessou o crime e apontou a localização do corpo. A polícia descobriu que o crime foi cometido por Florinaldo e Marcos, a mando de Eliane. O objetivo era receber o dinheiro que Alexandre lucraria após um negócio. O cunhado e a esposa de Florinaldo ajudaram no crime e como pagamento receberiam parte do valor. 

Ari Didoné, 74 anos, é pai de Alexandre e procurou a RPI para contar do júri popular ao qual serão submetidos os assassinos do filho. Oito dias após o desaparecimento, seu Ari desconfiou pela primeira vez da nora, que até então difundia a hipótese de Alexandre ter desaparecido após viajar para o Ururguai com um desconhecido. A família receberia um pouco do valor da soja comercializada pela vítima.
Diante da desconfiança, a justiça impediu a transação. Seu Ari soube na hora. “Foi ela. Ali eu tive certeza. O que me conforta é que até hoje ela não encostou em um centavo sequer”.

Dois anos depois, em 2015, a ossada de Alexandre foi encontrada embaixo de uma ponte, na BR 158, entre Cruz Alta e Pejuçara. Florinaldo confessou a autoria e indicou o local onde o corpo estava enterrado. Seu Ari acompanhou as buscas durante todo o dia. Os assassinos foram presos, mas saíram da cadeira menos de dois anos depois.
Alexandre foi assassinado a pauladas, após ter sido dopado pela mulher. Florinaldo foi quem desferiu os golpes. Dez anos se passaram e os quatro não receberam sequer um centavo do dinheiro de Alexandre. Seu Ari travou uma batalha judicial pela guarda dos netos, mas perdeu; foi concedida à avó materna e desde que a mãe deixou a prisão, vivem com ela. Ele nunca mais os viu.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
error: Conteúdo protegido!