O Rio Grande do Sul tem um desafio especial a ser superado: o aumento da produção de milho. Anualmente, o Estado consome de 6 milhões a 6 milhões e 500 mil toneladas do cereal, mas produz cerca de 5 milhões e 800 mil toneladas. Pelo menos num quesito já houve avanço: na atual safra, foram cultivados 785 mil hectares com milho para grão, em torno de 90 mil hectares a mais que ano passado. Esses foram tratados ontem e hoje, na abertura oficial da colheita do Rio Grande do Sul, em São Borja. O ato oficial da colheita ocorreu as 11 horas desta sexta-feira.
O presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado, Ricardo Menegheti, disse para a RPI que se o Rio Grande do Sul tivesse mantido os cerca de um milhão de hectares com o cereal, registrados na primeira abertura da colheita do milho no Estado, que ocorreu em 2011, em Ijuí, com o avanço na tecnologia o e o clima favorável desse ano, no momento o território gaúcho poderia estar com produção de 7 milhões e 400 mil toneladas, ou seja, mais que a demanda.
Mas para que o Rio Grande do Sul seja auto suficiente na produção de milho, conforme Menegheti, é preciso, especialmente, ampliar lavouras irrigadas. Ele próprio é um exemplo. Na atual safra, Ricardo Menegheti plantou 120 hectares de milho no município de Chiapetta e toda área possui irrigação por pivôs. Com possibilidade de disponibilizar umidade suficiente no solo, ele espera colher de 220 a 230 sacas do cereal por hectare ou até mais.
Em áreas de sequeiro, esse início de colheita do milho no Estado registra rendimento de cerca de 150 sacas ou mais por hectare. A colheita ocorre, principalmente, em municípios próximos ao rio Uruguai, por exemplo, em Doutor Maurício Cardoso, e na região Celeiro, como Santo Augusto e Tenente Portela, onde o microclima é diferenciado.