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Feminicídios no RS: 95% das vítimas não tinham medida protetiva, revela Secretaria de Segurança do estado

26 de janeiro de 2026

Diante do aumento alarmante dos casos de feminicídio registrados em janeiro no Rio Grande do Sul, a Rádio Progresso ouviu nesta terça-feira a secretária adjunta de Segurança Pública do Estado, Adriana da Costa. Segundo ela, os números revelam um cenário complexo e de difícil prevenção, especialmente porque a maioria das vítimas não havia buscado ajuda formal antes dos crimes.

Ao ser questionada se os dados indicam falhas na atuação das forças de segurança, Adriana explicou que, em grande parte dos casos, as mulheres assassinadas nunca registraram boletim de ocorrência contra seus companheiros. Em 2025, conforme a secretária, 95% das vítimas não possuíam medida protetiva e, desse total, 75% sequer haviam feito registro policial. Diante disso, a Secretaria de Segurança Pública tem intensificado ações voltadas à prevenção, buscando orientar mulheres a identificar sinais de violência e a procurar apoio na rede de atendimento. Adriana ressaltou a importância de que as vítimas acreditem no sistema policial e busquem ajuda o quanto antes.

A secretária também destacou o trabalho das Patrulhas Maria da Penha, sediadas atualmente em 114 municípios do Estado. As equipes atuam no acompanhamento das mulheres que possuem medida protetiva, verificando se as determinações judiciais estão sendo cumpridas.
Ao avaliar a atuação integrada entre Brigada Militar, Polícia Civil, Judiciário e rede de proteção, Adriana admitiu que ainda há desafios. Segundo ela, há situações em que, mesmo com medida protetiva, a vítima acaba retornando ao convívio com o agressor, o que reforça a importância do suporte psicológico, social e familiar oferecido pela rede.

Para 2026, a Secretaria de Segurança Pública pretende ampliar a integração interna, fortalecer políticas públicas, melhorar o fluxo da rede de proteção e intensificar o diálogo com os municípios, especialmente do interior do Estado. A secretária reforçou ainda a necessidade de manter o debate constante sobre o tema e incentivar as denúncias. Em caso de risco iminente, Adriana da Costa lembrou que a orientação é ligar imediatamente para o 190.

Fonte: RPI