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Ijuí ultrapassa 2 mil registros de violência contra a mulher entre 2024 e 2025 somente na Delegacia da Mulher

30 de janeiro de 2026

Em apenas 30 dias do mês de janeiro, o Rio Grande do Sul já registrou 11 feminicídios. Diante desse cenário, a Rádio Progresso conversou com o delegado substituto da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Ijuí, Ricardo Miron, para atualizar os números de boletins de ocorrência registrados no município e reforçar a importância da denúncia. De acordo com o delegado, em 2024 foram registrados 977 boletins de ocorrência somente na Delegacia da Mulher de Ijuí. O número não inclui denúncias anônimas nem encaminhamentos feitos por instituições como Ministério Público, Judiciário ou Coordenadoria da Mulher.

Já em 2025, os registros subiram para 1.206 boletins de ocorrência, o que representa um aumento de cerca de 30% de um ano para o outro, confirmando um crescimento expressivo nas denúncias formalizadas.

Entre os crimes mais recorrentes estão lesão corporal, caracterizada pela violência física, ameaças, descumprimento de medidas protetivas de urgência e violência psicológica.

Em relação aos feminicídios em Ijuí, os dados mostram que em 2023 houve uma tentativa e um feminicídio consumado, registrado no mês de setembro. Em 2024 foram duas tentativas, e em 2025 houve um feminicídio no início do ano, além de duas tentativas ao longo do período.

O delegado Ricardo Miron também destacou o papel da Delegacia da Mulher de Ijuí, que atua de forma especializada no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica, sexual e de gênero, além de casos que envolvem crianças, adolescentes e mulheres idosas. A unidade conta com servidoras capacitadas e um atendimento humanizado, em um ambiente reservado, conhecido como Sala das Margaridas, criado para evitar a exposição das vítimas.

No local, as mulheres recebem orientações sobre seus direitos, medidas protetivas e o funcionamento da Lei Maria da Penha. Caso o agressor descumpra a medida judicial, a vítima deve procurar a delegacia ou acionar a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, que realiza atendimento especializado. O descumprimento pode resultar em prisão preventiva do agressor.

Segundo o delegado, a eficiência da rede de atendimento em Ijuí pode ser um dos fatores que contribuem para evitar um número ainda maior de feminicídios no município.

Fonte: RPI
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