Foto Ilustrativa Freepik Os pedidos de primeira habilitação no Brasil saltaram de 369,2 mil em janeiro de 2025 para 1,7 milhão em janeiro de 2026, após a adoção das novas regras para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os dados foram divulgados ontem, 03, pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e fazem parte de um levantamento sobre os efeitos do programa CNH do Brasil. Desde dezembro, cerca de 3 milhões de pedidos foram registrados, com a emissão de 298,5 mil documentos.
Segundo a Senatran, a redução de custos, impulsionada pela flexibilização das exigências de aulas teóricas e práticas, está entre os principais fatores para o aumento da procura. No Rio Grande do Sul, o impacto foi significativo: o valor médio do processo de habilitação, que antes girava em torno de R$ 5 mil, passou para aproximadamente R$ 1 mil, representando uma redução real de cerca de R$ 4 mil, o equivalente a aproximadamente 80%.
Em Ijuí, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) já operam com tabelas ajustadas às novas regras. Em uma das empresas, o valor para a categoria AB (carro e moto) é de R$ 2.114,52 com seis horas de aulas práticas, podendo chegar a R$ 3.068,00 com dez horas. Para quem opta apenas pela carteira de carro, o valor é de R$ 1.215,55 com seis horas de aula, com possibilidade de inclusão posterior da categoria moto por R$ 1.069,00, também com seis horas. Esses valores são praticados para pagamento à vista. No parcelamento, a contratação mínima precisa ser de, no mínimo, dez horas de aula.
Na segunda empresa consultada, o valor mínimo para a habilitação na categoria AB é de R$ 1.245,00, incluindo duas aulas práticas de cada categoria. A taxa inicial deve ser paga à vista, enquanto o restante pode ser parcelado. Para a carteira apenas de carro, o custo aproximado é de R$ 404,00 em taxas, mais R$ 416,00 referentes às aulas e à prova prática.
Sobre as provas, uma das empresas informou que, nos exames realizados nesta semana, a exigência da baliza ainda foi mantida, mas a expectativa é de que a partir da próxima semana essa etapa deixe de ser cobrada, conforme a atualização dos procedimentos.
Entre as principais mudanças que contribuíram para a redução dos preços estão a eliminação da obrigatoriedade de aulas teóricas presenciais em CFCs – com conteúdo disponibilizado gratuitamente de forma online pela plataforma CNH do Brasil, a redução da carga horária mínima de aulas práticas, a possibilidade de contratação de instrutores independentes e a flexibilização das tabelas de preços no Rio Grande do Sul, permitindo descontos e promoções.