Imagem ilustrativa Com o início do ano letivo marcado para a próxima segunda-feira (23) a rede municipal de ensino de Ijuí se prepara para receber um grande número de alunos com deficiência. O crescimento expressivo das matrículas nos últimos cinco anos tem exigido reorganização estrutural, ampliação de equipes e novos investimentos em inclusão.
Em entrevista, o secretário municipal de Educação, Cláudio de Souza, destacou que a transformação é significativa. Segundo ele, quando assumiu a pasta em 2021, a rede tinha cerca de 80 crianças com deficiência incluídas nas escolas municipais. Em 2026, chegam a aproximadamente 400 estudantes. Segundo ele, a grande maioria dos laudos está relacionada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para dar conta dessa demanda crescente, a Secretaria de Educação vem promovendo uma série de adaptações. Atualmente, quase todas as escolas contam com salas de recursos e profissionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE), responsáveis por oferecer suporte complementar ao ensino regular.
Além disso, segundo Cláudio de Souza, a rede dispõe de auxiliares de educação inclusiva, que atuam diretamente no acompanhamento de estudantes que necessitam de apoio nas atividades de higiene, locomoção e alimentação. Também foi criado o cargo de auxiliar itinerante, destinado a atender alunos que precisam de suporte pontual em, pelo menos, uma dessas áreas.
Para os casos considerados mais complexos, há ainda o auxiliar permanente, profissional que acompanha de forma contínua estudantes com maior grau de comprometimento, garantindo suporte individualizado durante a rotina escolar. De acordo com o secretário, a ampliação do quadro de profissionais e a organização das equipes têm sido fundamentais para assegurar qualidade no atendimento.
Apesar dos avanços, Cláudio de Souza reconhece que ainda há desafios a serem superados, especialmente no que diz respeito à infraestrutura física das escolas. Segundo ele, é preciso avançar mais nas questões de acessibilidade. Algumas escolas ainda necessitam de adequações para que, de fato, seja possível tornar as 26 unidades da rede plenamente inclusivas e acessíveis, admitiu o secretário. As melhorias envolvem adaptações arquitetônicas e estruturais que garantam autonomia e segurança aos estudantes com deficiência, consolidando um ambiente verdadeiramente inclusivo.