A rede municipal de ensino de Ijuí inicia o ano letivo atendendo uma estrutura de 8.200 alunos e cerca de 1.100 servidores, entre professores e demais profissionais da educação. À frente da pasta com o maior orçamento do município, ou seja, aproximadamente R$ 160 milhões, a Secretaria de Educação administra uma engrenagem complexa que vai muito além da sala de aula. Em entrevista, o secretário municipal de Educação, Cláudio de Souza, destacou que gerir uma comunidade escolar dessa dimensão exige organização permanente.
Segundo ele, grande parte do orçamento é destinada à folha de pagamento de servidores e professores. No entanto, os recursos também precisam contemplar a manutenção das escolas, muitas delas instaladas em prédios antigos que demandam reformas frequentes. “A estrutura física é um dos nossos maiores desafios”, afirmou o secretário, ressaltando que adequações e melhorias são constantes para garantir segurança e qualidade no ambiente escolar.
Além da infraestrutura, a Secretaria mantém programas estratégicos, entre eles estão o programa de alimentação escolar, que atende diariamente os estudantes da rede; cerca de 40 linhas de transporte escolar e o programa de uniformes, que também integra a política educacional local.
Para além da gestão financeira e estrutural, os desafios pedagógicos também estão no centro das atenções. A implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) voltada à Computação é uma das frentes que exigem adaptação da rede, formação de professores e atualização das práticas em sala de aula.
Outro ponto destacado é a presença cada vez mais forte da inteligência artificial no cotidiano escolar. Segundo o secretário, a tecnologia tende a permear o ambiente educacional, exigindo preparo tanto dos educadores quanto dos estudantes para o uso responsável e pedagógico dessas ferramentas.
A educação inclusiva também figura entre os principais desafios, diante do crescimento no número de alunos com deficiência matriculados na rede. Garantir atendimento especializado, formação adequada e estrutura acessível demanda investimento contínuo.
Por fim, a aprendizagem dos estudantes permanece como eixo central das políticas públicas da área. “Nosso maior compromisso é assegurar que, mesmo diante de tantos desafios estruturais e administrativos, a aprendizagem aconteça com qualidade”, pontuou Cláudio de Souza.