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Presídio de Santo Ângelo monta mais de 100 motocicletas elétricas em programa que beneficia apenados

19 de fevereiro de 2026

De maneira inédita no sistema prisional do Rio Grande do Sul, uma unidade prisional concluiu a montagem de mais de 100 motocicletas elétricas para uma empresa do setor. A iniciativa foi desenvolvida no Presídio Regional de Santo Ângelo (PRSA), por meio de termo de cooperação, e finalizada neste mês com a entrega dos veículos. A ação integra a política institucional de qualificação profissional, incentivo à atividade laboral e fortalecimento da reintegração social.

A parceria foi formalizada por meio de um termo de cooperação que regulamenta a atividade laboral com a empresa MTV Mobilidade, de Santa Rosa. Os participantes atuam em jornada de 40 horas semanais, de segunda-feira a sexta-feira, recebem remuneração de até 75% do salário-mínimo e têm direito à remição de um dia de pena a cada três dias trabalhados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal.

Para o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, trata-se de uma estratégia que beneficia toda a sociedade, pois transforma o período de cumprimento de pena em um tempo produtivo, de aprendizagem e de preparação para o retorno ao convívio social. “Seguiremos investindo em projetos que integrem qualificação profissional, geração de renda e gestão eficiente do sistema penal, consolidando um modelo que alia segurança, desenvolvimento humano e oportunidades.”

Esta é uma descrição detalhada da imagem para fins de acessibilidade:

Visão Geral
A imagem mostra dois homens trabalhando na montagem ou manutenção de uma pequena motocicleta elétrica azul. Eles estão agachados em um ambiente interno ou sob uma área coberta com piso de lajotas cerâmicas avermelhadas.

Pessoas e Ações
Homens em Atividade: Dois homens aparecem de costas ou de perfil, focados no trabalho técnico. Ambos vestem camisetas de cor laranja vibrante, que é o uniforme padrão utilizado por pessoas privadas de liberdade em diversas unidades prisionais.

O Homem em Primeiro Plano: Está agachado à direita, vestindo calça cinza e tênis vermelhos. Ele trabalha na parte traseira da motocicleta, manipulando componentes próximos à roda e ao para-lama azul. Uma trena azul está presa ao seu bolso.

O Homem ao Fundo: Está agachado à esquerda, vestindo calça jeans e tênis cinzas. Ele foca sua atenção na parte frontal da moto, próximo ao guidão e aos cabos elétricos.

O Equipamento
Motocicleta Elétrica: O veículo é de pequeno porte, com carenagem em um tom de azul metálico brilhante. Por ser um modelo elétrico, nota-se a ausência de escapamento e a presença de fiação específica na parte frontal e no cubo da roda traseira.

O Ambiente
Cenário: O local possui uma parede lisa de cor creme ao fundo e um piso de cerâmica terracota disposto em padrão retangular. A iluminação natural sugere que a atividade ocorre durante o dia em um local bem ventilado.
Projeto alia segurança, trabalho e reinserção social no sistema prisional gaúcho – Foto: Divulgação Polícia Penal

“Ao oferecer a capacitação e a atuação produtiva dos apenados, fortalecemos os princípios da Lei de Execução Penal, promovendo dignidade, disciplina e perspectivas reais de reinserção social. A parceria com a iniciativa privada evidencia que é possível conciliar segurança, gestão eficiente e oportunidades de desenvolvimento humano, contribuindo para a construção de trajetórias mais autônomas e para a redução da reincidência criminal. A 3ª Delegacia Penitenciária Regional (3ª DPR) permanece comprometida com projetos que ampliem o acesso ao trabalho e consolidem políticas públicas eficazes no âmbito do sistema prisional”, completa a delegada da 3ª DPR, Darlen Bugs.

O projeto teve início com uma capacitação técnica realizada no segundo semestre de 2025, quando aproximadamente 30 apenados do regime fechado participaram de treinamento intensivo, com duração de uma semana, conduzido por profissional habilitado da própria empresa. Concluído o processo de montagem, as motocicletas foram entregues à instituição parceira, já finalizadas e aptas para comercialização.

“Participar da montagem das motocicletas elétricas aqui no presídio tem sido uma experiência transformadora para mim. Além de ocupar o tempo de forma produtiva, estou aprendendo uma profissão e adquirindo prática em um setor que está em crescimento. Isso me dá esperança e confiança para, quando eu estiver em liberdade, buscar uma oportunidade de trabalho na mesma área, com dignidade e autonomia. É uma chance real de recomeçar, levando comigo conhecimento, disciplina e a vontade de construir uma nova trajetória”, conta o apenado Pedro*.

*nome fictício para preservar a identidade do apenado.

Fonte: RPI e Estado
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