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Líder dos caminhoneiros alerta para impacto do diesel e confirma envio de propostas ao governo

24 de março de 2026
Imagem Ilustrativa Freepik

O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí (Sinditac), Carlos Alberto Litti Dahmer, falou na manhã desta terça-feira, 23, em entrevista à Rádio Progresso de Ijuí, sobre os impactos do aumento no preço dos combustíveis e a mobilização da categoria.

Segundo ele, caminhoneiros têm até quarta-feira, 25, à meia-noite, para apresentar emendas à Medida Provisória 1340/2026, que trata de questões relacionadas ao diesel e ao frete. A categoria elabora cerca de 25 propostas para incluir no texto, com o objetivo de atender demandas do transporte rodoviário de cargas.

Litti afirmou que há risco potencial de desabastecimento devido ao cenário internacional, especialmente por conflitos envolvendo o Irã e possíveis bloqueios no Estreito de Ormuz, por onde passa parte significativa do petróleo mundial. No entanto, disse que, até o momento, não há falta de combustível no país e que os aumentos recentes não estariam diretamente ligados à guerra, mas à dinâmica de mercado e à exportação de petróleo bruto por refinarias privatizadas.

O dirigente explicou que o diesel representa o principal custo do transporte rodoviário, e qualquer reajuste impacta diretamente o valor do frete e, consequentemente, o preço final de produtos como alimentos e gás de cozinha. Ele destacou que a legislação do piso mínimo de frete prevê a atualização automática dos valores quando há aumento de 5% no combustível, com o objetivo de garantir a cobertura dos custos operacionais.

A possibilidade de paralisação nacional da categoria foi discutida nas últimas semanas, após mobilização iniciada no Porto de Santos. Conforme Litti, a decisão foi suspensa após o governo federal sinalizar abertura para negociações por meio da medida provisória. Uma reunião com o ministro Guilherme Boulos está prevista para quarta-feira, 25, às 11h, para tratar das emendas e de outros pontos reivindicados pelos caminhoneiros.

Entre as pautas defendidas pela categoria também está a retomada da aposentadoria especial após 25 anos de atividade, proposta que tramita na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados. Litti afirmou que a manutenção desse direito é considerada uma conquista importante para o setor.

O representante dos caminhoneiros ainda mencionou que a oferta de veículos de carga é superior à demanda, o que aumenta a competitividade e pressiona os valores dos fretes. Ele disse que dez representantes do setor, incluindo ele, foram indicados para levar as propostas da categoria ao governo federal nas negociações desta semana.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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