O deputado federal Elvino Bohn Gass afirmou, em entrevista à Rádio Progresso, que a decisão do Partido dos Trabalhadores, PT, de retirar a candidatura própria ao governo do estado faz parte de uma estratégia nacional para fortalecer o campo político de esquerda. Com isso, o partido passa a apoiar a candidatura de Juliana Brizola, do PDT. Ele defende que o vice seja Edegar Pretto, PT.
Segundo Bohn Gass, o principal objetivo do partido neste momento é garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, o PT nacional teria conduzido articulações que envolvem alianças estratégicas em diversos estados, incluindo o Rio Grande do Sul. Ele destacou que, atualmente, o PDT apoia candidaturas do PT em cerca de 18 estados, o que justificaria a reciprocidade no cenário gaúcho.
Nesse contexto, Edegar Pretto reuniu partidos aliados recentemente para oficializar sua saída da disputa ao governo estadual. Durante o encontro, foi reafirmado o compromisso de seis siglas partidárias em formar uma frente unificada em torno da candidatura de Juliana Brizola. Além disso, foi destacado que a coligação também deverá lançar nomes fortes ao Senado, como Paulo Pimenta, pelo PT, e Manuela D’Ávila, pelo PSOL.
Bohn Gass ressaltou que, apesar da retirada da candidatura própria, o PT seguirá unido e fortalecido dentro de uma ampla coligação no estado. Ele enfatizou que o alinhamento entre Lula e a família Brizola tem raízes históricas e políticas, o que reforça a construção dessa aliança neste momento.
O deputado também criticou partidos de direita, especialmente no que se refere à defesa de privatizações. Como exemplo, mencionou a situação da Corsan, que, segundo ele, vem enfrentando dificuldades para atender a população após mudanças recentes. Por fim, reconheceu que podem existir divergências pontuais entre PT e PDT, mas afirmou que há mais convergências do que diferenças, o que sustenta a construção de um projeto político conjunto no Rio Grande do Sul.