A língua portuguesa está em evolução constante e o futebol faz parte desse cenário, sendo inclusive uma das formas de expressão popular mais presentes no dia a dia do brasileiro. Desde tempos mais antigos, quando se utilizava expressões como “Balançou o filó!” até chegarmos aos dias de hoje, com conceitos como “pressão alta”, foi percorrido um longo caminho.
Nos dias de hoje, é comum inclusive utilizar terminologias mais próprias da internet, inclusive com um guia de apostas para tirar dúvidas, algo que mostra como esta área tem evoluído nos últimos tempos – algo também normal num mundo globalizado, onde cada vez mais temos pessoas usando terminologias de outros países.
A história do vocabulário do futebol é extensa e começa ainda na Inglaterra, juntamente com o esporte que acaba sendo exportado para o Brasil num período em que os britânicos ainda eram o maior império do mundo. Assim, junto com as ferrovias e Charles Miller, chegou ao país também um novo linguajar.
No princípio, palavras como “corner” e nomeações de posições em inglês eram normais – e algumas permaneceram até os dias de hoje, como por exemplo “beque”, que vem de “back”, os jogadores de defesa, não sendo raro encontrar esse tipo de expressão em jornais da época.
Com o tempo e a popularização do esporte, isso foi ganhando novos contornos, especialmente com as transmissões no rádio – nomes como Fiori Gigliotti e José Silvério marcaram época, seguidos de Osmar Santos e outros nomes que criaram bordões como “pimba na gorduchinha”, “abrem-se as cortinas”, “garotinho” e muitos outros.
Esse movimento também se estendeu à televisão, com vários nomes famosos como Galvão Bueno, Silvio Luiz e Luciano do Valle também ditaram tendências numa época em que o futebol começava a mudar, e expressões como “falso 9”, “último terço” e “marcação pressão” surgiam para tentar explicar o que ocorria em campo.
Após isso, avançamos para uma era com ainda mais detalhes – conceitos como o xG, ou “gols esperados”, “transição” e “ataque posicional” fazem parte do dia a dia dos aficionados e também de profissionais da área, onde as estatísticas formam parte importante do vocabulário.
Como podemos ver, todas essas eras marcam a forma como a cultura marca o esporte, mas também é influenciada pela tecnologia – do rádio para a tv, chegando à era dos smartphones e das análises feitas com ajuda extensiva da tecnologia digital.
Porém, ainda vemos muito do vocabulário clássico ainda sendo utilizado, mostrando que nada se substitui nessa área – pelo contrário, o futebol evolui e os termos vão sendo atualizados, mas não erradicados, sendo apenas utilizado em conjunto os mais novos, com os termos mais antigos.
Isso vai contra um conceito errôneo que professa o fim de outros costumes, mas que na verdade continuam existindo, apenas se atualizando e inclusive podendo ser utilizados de maneiras diferentes, o que ainda é algo positivo.