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Pompeo Filho amplia debate sobre municipalização da água em Ijuí e cobra ajustes após caso na UPA

30 de abril de 2026

Mais de 15 mil assinaturas já foram coletadas em Ijuí em apoio à municipalização dos serviços de água e esgoto atualmente prestados pela Corsan/Aegea. A informação foi divulgada pelo vereador Pompeo Filho, PDT, durante entrevista à Rádio Progresso.

Segundo o parlamentar, um estudo técnico sobre o tema deverá ser entregue em breve ao Poder Executivo Municipal, solicitando providências. Ele destacou que a decisão cabe à administração, mas precisa ser baseada em critérios técnicos, a partir de um trabalho que vem sendo realizado por uma equipe contratada pelo município. Ressaltou ainda que diversos fatores devem ser considerados antes de qualquer definição.

Pompeo Filho relatou visita recente ao município de Santana do Livramento, que possui população semelhante à de Ijuí e conta com serviços de água e esgoto municipalizados. Conforme ele, o atendimento prestado no local chamou atenção de forma positiva.

Na cidade, os serviços são realizados pelo Departamento de Água e Esgoto- DAE, responsável há décadas pela captação e distribuição. Mesmo com a necessidade de perfuração de poços artesianos, o sistema atende a população de forma considerada satisfatória pela maioria dos usuários.

Diante disso, o vereador defende que Ijuí avalie a adoção de modelo semelhante. Ele destacou que Santana do Livramento já possui cerca de 70% do esgotamento sanitário implantado com recursos próprios e tarifas consideradas justas. Também comparou o modelo ao do DEMEI, responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Ijuí.

Outro tema abordado pelo vereador foi o episódio registrado no último domingo, 26, na UPA de Ijuí. Pompeo lamentou o ocorrido e afirmou que, além da sindicância aberta pelo município para apurar a conduta do servidor envolvido, é necessária uma postura mais firme em relação à organização do serviço público.

Ele apontou que o funcionário estaria em desvio de função, já que ocupa o cargo de zelador, mas atuava em atividade distinta. Na avaliação do vereador, há três vítimas no caso: os dois idosos envolvidos e o próprio servidor, por estar exercendo função inadequada.

Pompeo Filho também criticou a escala de trabalho adotada na unidade, de 12 por 36 horas, afirmando que pode gerar sobrecarga aos profissionais. Para ele, cabe ao Poder Executivo promover ajustes para evitar situações semelhantes.

Fonte: Rádio Progresso
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