Um problema recorrente no Rio Grande do Sul volta a deixar em alerta a agricultura. Trata-se de novos casos de raiva herbívora, dessa vez, detectados nos municípios de São Nicolau e Tiradentes do Sul. Conforme o coordenador do programa de controle da raiva dos herbívoros da secretaria estadual da Agricultura, médico veterinário, Wilson Hoffmeister, em São Nicolau um animal morreu pela doença e em Tiradentes do Sul são dois laudos positivos.
A raiva herbívora, também conhecida por raiva bovina, é transmitida pelo morcego hematófago, comumente encontrado em troncos de árvores, tocas no solo e até em imóveis desabitados. Hoffmeister, que está lotado na Inspetoria Veterinária de Cruz Alta, frisa que bovinos e equinos são mais afetados pelo problema. No entanto, a doença também atinge outras espécies, como ovinos, caprinos e suínos.
No último domingo, as 6 horas e 30 minutos, Wilson Hoffmeister ampliou o tema durante entrevista no programa Progresso Rural da RPI. O veterinário esclarece que os produtores precisam ficar atentos a sinais de mordeduras nos animais, até pelo fato que a raiva herbívora demora para dar sinais. (Abaixo, áudio de Wilson)
É fundamental que os proprietários de animais informem as Inspetorias Veterinárias mais próximas, caso verificarem mordeduras de morcegos. Além disso, o coordenador do programa de controle da raiva dos herbívoros da secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul alerta que a vacinação é o único caminho para evitar perda de animais pela referida doença. (Abaixo, áudio de Wilson)
Vacinar os animais depois de terem sido contaminados por raiva herbívora não adianta. Depois de demonstrar os sintomas, em poucos dias o bovino, equino ou outro animal vai morrer. Os sintomas mais comuns da raiva bovina são a falta de apetite do animal, afastamento em relação ao rebanho, permanência deitado e tentativa de levantar, mas com perda da coordenação motora das patas traseiras. Além de São Nicolau e Tiradentes do Sul, no momento há casos de raiva bovina no Estado no município de Caraá, no Litoral Norte, em São Francisco de Paula, Canela e Rolante, na Serra, e na região de Silveira Martins. Abaixo, confira a entrevista completa com Wilson Hoffmeister.