Um morador de Balneário Camboriú afirma ter sido agredido por um guarda municipal de folga após reclamar do som alto vindo de uma igreja no bairro Vila Real. O caso aconteceu no dia 18 de maio e foi registrado em vídeo. Tiago Alves contou que o filho, de 9 anos, tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sofre com o barulho excessivo durante os cultos. Segundo ele, a situação ocorre há cerca de quatro anos e provoca crises de ansiedade, agitação e dificuldade para dormir na criança.
“Sempre pedi respeito e diálogo. A resposta foi violência”, afirmou nas redes sociais. Após a agressão, Tiago precisou de atendimento médico e levou seis pontos na boca. A Guarda Municipal informou que abriu um procedimento administrativo para investigar o caso e afastou o servidor das atividades nas ruas. A igreja declarou que repudia qualquer tipo de violência e afirmou que já realizou as adequações acústicas determinadas pela Justiça. O Ministério Público informou que o templo já respondeu por denúncia relacionada à poluição sonora, mas uma nova perícia apontou que os níveis de ruído ficaram dentro dos limites permitidos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
* Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar maior sensibilidade a ruídos, luzes e outros estímulos, o que pode provocar irritação, ansiedade e crises.
*No Brasil, elas são amparadas pela Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) e pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que garantem direitos e proteção às pessoas autistas.**