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Homem é agredido após reclamar de som alto em igreja: “Meu filho autista sofre com o barulho”

29 de maio de 2026

Um morador de Balneário Camboriú afirma ter sido agredido por um guarda municipal de folga após reclamar do som alto vindo de uma igreja no bairro Vila Real. O caso aconteceu no dia 18 de maio e foi registrado em vídeo.  Tiago Alves contou que o filho, de 9 anos, tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sofre com o barulho excessivo durante os cultos. Segundo ele, a situação ocorre há cerca de quatro anos e provoca crises de ansiedade, agitação e dificuldade para dormir na criança.

“Sempre pedi respeito e diálogo. A resposta foi violência”, afirmou nas redes sociais.   Após a agressão, Tiago precisou de atendimento médico e levou seis pontos na boca. A Guarda Municipal informou que abriu um procedimento administrativo para investigar o caso e afastou o servidor das atividades nas ruas.  A igreja declarou que repudia qualquer tipo de violência e afirmou que já realizou as adequações acústicas determinadas pela Justiça. O Ministério Público informou que o templo já respondeu por denúncia relacionada à poluição sonora, mas uma nova perícia apontou que os níveis de ruído ficaram dentro dos limites permitidos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

* Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar maior sensibilidade a ruídos, luzes e outros estímulos, o que pode provocar irritação, ansiedade e crises.

*No Brasil, elas são amparadas pela Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) e pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que garantem direitos e proteção às pessoas autistas.**

 

Fonte: Rádio Progresso. Foto: Reprodução Redes Sociais
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