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Líderes da Farsul e Fetag avaliam novo plano safra do governo federal

6 de julho de 2026

As agências bancárias começam se agilizar para operacionalizar linhas de crédito, financiamentos e custeios conforme o plano safra 2026/2027, anunciado semana passada pelo governo federal. Para a agricultura empresarial, ou seja, médios e grandes produtores, o montante é de 525 bilhões e 100 mil reais. Desse total, 384,9 bilhões de reais são destinados ao custeio e à comercialização, o que abrange aquisição de insumos, comercialização da produção, dentre outras áreas.

Também há 140,2 bilhões de reais para investimentos, por exemplo, apoio à modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos. Em relação aos juros, no Pronamp, voltado aos médios produtores rurais, a taxa máxima fica em 9% ao ano, inferior à praticada no ciclo anterior. Para o RenovAgro o juro é de 9,5%; custeio empresarial e Moderfrota, 12,5%; e irrigação, 11,5%. O vice-presidente da Farsul – Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – e agricultor em Ibirubá, Elmar Konrad, participou, ontem, as 6 horas e 30 minutos, do programa Progresso Rural da RPI. Em relação à agricultura empresarial, ele pontua sobre o Pronamp, segmento com grande número de produtores.

Elmar Konrad chama atenção para dois aspectos que impactam muito no atual momento agrícola gaúcho. O endividamento rural e falta de melhor política do seguro agrícola.

E o novo plano safra da agricultura brasileira reserva 97 bilhões e 300 milhões de reais em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, entre outros. Desse total, 85,2 bilhões são para o Pronaf. A taxa para o financiamento da produção de alimentos passou de 3% para 2% ao ano. Segundo o presidente da Fetag – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul – Eugênio Zaneti, o novo plano safra da agricultura familiar atende as necessidades em termos de recursos, porém faltaram medidas para ajudar os produtores em razão do endividamento.

Para Eugênio Zaneti, que ontem de manhã também trouxe informações no Progresso Rural, a votação do projeto de alongamento de débitos rurais, na Câmara Federal, da mesma forma como entende o vice-presidente da Farsul, é essencial. No entanto, o presidente da Fateg observa que o governo federal fala em publicar uma medida provisória. Nesse caso, Zaneti frisa que a MP tem que ser nos mesmos moldes do PL 51/22, ou seja, com prazos e juros compatíveis para que os agricultores possam pagar as dívidas e voltar a ter crédito para acessar financiamentos. Outro ponto em que o presidente da Fetag concorda com Elmar Konrad é o que plano safra 2026/2027 do governo federal não traz recursos para o seguro rural.

Fonte: RPI
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