Redução de custos, menor utilização de defensivos químicos, recuperação de solo com o que a natureza dispõe, por exemplo, a palha resultante das colheitas e as raízes das plantas nas lavouras, são alguns dos objetivos da agricultura regenerativa. Na semana que passou, o tema foi debatido em Ijuí, durante o 2º Encontro Gaúcho de Agropecuária Regenerativa, que aconteceu no auditório do Sicredi das Culturas, realização do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS Brasil).
Algumas medidas já são bastante conhecidas dos agricultores, por exemplo, plantio direto, bioensumos e integração lavoura-pecuária. Na questão de bioensumos, a ideia é substituir parte dos produtos químicos por bactérias e fungos benéficos. Rotação de culturas é outro aspecto defendido na agricultura regenerativa, ou seja, alternar plantações para evitar doenças ou outros problemas. Uma medida que ganha espaço, também em Ijuí e região, se refere à utilização de lavoura, pecuária e floresta numa mesma área. A RPI acompanhou o evento em Ijuí. A agricultora e integrante do GAAS, Marion Kompier, disse que além do plantio direto, existem outras alternativas para melhorar a agricultura. Ontem, às 6 horas e 30 minutos da manhã, ela concedeu entrevista no programa Progresso Rural da RPI. Marion comenta a importância de diferentes práticas,
=== Marion é natural de Panambi, mas há 45 anos reside na região do Cerrado brasileiro. Ela observa que as boas práticas têm baixo custo financeiro e ajudam na saúde do solo.
No 2º Encontro Gaúcho de Agropecuária Regenerativa, na semana que passou, em Ijuí, o gerente adjunto do escritório regional da Emater, com sede em Ijuí, Bergson Marcos dos Santos, disse para a Progresso que a agricultura regenerativa já faz parte do trabalho desenvolvido pela instituição em todo o Rio Grande do Sul, por exemplo, através, dos programas de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, Agricultura de Base Ecológica, Bioinsumos, Integração Lavoura-Pecuária e Operação Terra Forte. Ele lembrou que a cobertura permanente do solo e o aumento da biomassa são estratégias fundamentais para enfrentar os extremos climáticos vividos pelo Rio Grande do Sul.
Já o presidente do GAAS Brasil, Paulo Bufon, comentou que a proposta da agricultura regenerativa não é apresentar soluções imediatas, mas construir sistemas mais resilientes ao longo do tempo. “Nossa orientação é que o produtor comece em uma pequena parte da propriedade e vá ampliando conforme observa os resultados”, explicou Paulo Bufon. Para ele, a ideia é produzir mais em uma área menor, com respeito à natureza, recuperação da vida do solo e diminuição do uso de produtos sintéticos. Isso melhora a produtividade sem necessidade de abrir novas áreas.
Abaixo, confira o programa Progresso Rural