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Corsan instala 209 equipamentos para reduzir rompimentos, vazamentos e acelerar retomada do abastecimento em 74 municípios

10 de agosto de 2026

Fazer a água voltar mais rapidamente às torneiras após uma interrupção e reduzir rompimentos e vazamentos são os principais objetivos de um novo projeto da Corsan para modernizar as redes de abastecimento. Até o fim deste ano, a Companhia instalará 209 boosters em 74 municípios gaúchos. O investimento de R$ 20 milhões beneficiará diretamente 141 bairros e mais de 163 mil famílias, com resultados previstos já para o próximo verão. A estimativa é evitar cerca de cinco mil vazamentos por ano e economizar 3,2 milhões de metros cúbicos de água tratada, o equivalente a aproximadamente 1.280 piscinas olímpicas e suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Borja durante um ano.

Os equipamentos controlarão a pressão da água em pontos estratégicos da rede. Na prática, permitem reduzir pressões excessivas, que desgastam as tubulações e favorecem rompimentos, e recompô-las onde necessário para que a água chegue com mais eficiência a regiões altas ou distantes dos centros de produção. Esse controle também será importante na retomada do abastecimento. Depois de uma manutenção, falta de energia ou outra ocorrência, religar os equipamentos não significa que a água chegará imediatamente a todas as torneiras. É preciso recuperar os níveis dos reservatórios e recompor a pressão ao longo de redes que podem se estender por quilômetros e apresentar grandes diferenças de altitude. Distribuídos em pontos estratégicos, os boosters ajudarão a acelerar esse processo. “Estamos atuando sobre uma das etapas mais sensíveis do abastecimento, que é a recuperação da rede depois de uma interrupção. Ao controlar a pressão em diferentes pontos, conseguimos dar mais velocidade à retomada e, ao mesmo tempo, trabalhar preventivamente para reduzir vazamentos e rompimentos”, explica o gerente executivo de Engenharia da Corsan, Giulio Capestrani.

Rede passa a responder de forma mais inteligente

Os boosters são conjuntos de bombeamento de pequeno e médio porte instalados ao longo da distribuição. Para definir onde cada equipamento será colocado, a Corsan analisa indicadores operacionais e o histórico de ocorrências e utiliza modelagem hidráulica e simulações digitais para identificar a configuração mais adequada a cada região. A operação será acompanhada remotamente por telemetria a partir do Centro de Operações Integradas (COI), em Porto Alegre, permitindo monitorar o comportamento dos sistemas e realizar ajustes operacionais.

“Pressão é uma das variáveis que mais influenciam a vida útil de uma rede. Quando conseguimos administrá-la ao longo do sistema, deixamos de atuar somente depois que um rompimento ocorre e ampliamos nossa capacidade de prevenção. É uma mudança na forma de operar a distribuição de água”, afirma Capestrani. Os equipamentos atuarão sobre aproximadamente 2,7 mil quilômetros de tubulações. A redução de rompimentos também significa menos escavações e intervenções para reparos, diminuindo impactos no trânsito e na rotina das cidades.

O projeto começou a ser estruturado após a privatização da Corsan, em 2023, a partir de estudos sobre o comportamento das redes e das dificuldades identificadas em episódios de desabastecimento. A Companhia desenvolveu internamente a metodologia de priorização, os estudos hidráulicos, os critérios de dimensionamento e a estratégia de operação. Também criou dois modelos próprios de boosters de pequeno porte, que serão utilizados em 180 dos 209 pontos previstos.

Para a diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, a iniciativa amplia o uso da tecnologia para antecipar problemas e aumentar a capacidade de resposta dos sistemas. “Estamos usando dados e conhecimento sobre nossas redes para agir antes que o problema aconteça e responder mais rapidamente quando uma interrupção for inevitável. Isso significa preservar água, reduzir vazamentos e diminuir o tempo que a população espera pela recuperação do abastecimento. É essa capacidade de prevenção e resposta que queremos incorporar cada vez mais à operação do saneamento no Rio Grande do Sul.”

Na prática, o que muda para a população

● recuperação mais rápida do abastecimento após interrupções;

● redução de vazamentos e rompimentos;

● maior estabilidade da pressão da água;

● melhoria do abastecimento em regiões altas e mais distantes;

● menor desperdício de água tratada;

● menos intervenções de manutenção nas ruas;

● maior capacidade de resposta nos períodos de alto consumo, especialmente no verão.

Fonte: RPI e Corsan

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