Foto: Crystian Carniel/RPI A Ceriluz completa 60 anos de história nesta quinta-feira, 20, e os presidentes da Ceriluz Distribuição, Guilherme Schmidt de Pauli, e da Ceriluz Geração, Valmir Elton Seifert, estiveram nesta sexta-feira, 21, na Rádio Progresso de Ijuí para falar sobre a trajetória e os investimentos da cooperativa.
Criada em 1966 para levar energia elétrica às propriedades rurais, a Ceriluz ampliou sua estrutura ao longo das décadas e atualmente atende mais de 15 mil unidades consumidoras em 24 municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul. São 4 mil 230 quilômetros de redes, quatro subestações e sete usinas de geração de energia.
Segundo Guilherme, um dos principais marcos recentes foi a conclusão da quarta subestação da cooperativa, que ampliou a capacidade do sistema e permite maior flexibilidade no fornecimento de energia. A estrutura também possibilita manobras durante temporais e outras ocorrências, reduzindo o tempo de interrupção para os associados.
Na área de geração, a Ceriluz completa 20 anos de atuação. Valmir Seifert destacou que cinco usinas foram construídas nos últimos anos, ampliando a capacidade de geração própria. Entre os empreendimentos está a PCH Linha Onze Oeste, que entrou em operação em 2025, com potência de 23,6 megawatts.
Os presidentes também destacaram o trabalho dos associados e colaboradores ao longo da história. A cooperativa afirma que a dedicação das equipes, inclusive durante atendimentos em temporais e durante a madrugada, é um dos fatores que contribuem para a qualidade do serviço prestado.
Para marcar os 60 anos, a Ceriluz lançou a revista “Ceriluz, energia que une passado e presente para o futuro”. A publicação reúne momentos importantes da trajetória da cooperativa, desde a criação e os primeiros projetos de eletrificação até a atual estrutura de distribuição e geração. A revista está disponível em versão digital no site da Ceriluz e também terá exemplares físicos na sede da cooperativa e durante a Expofest, em outubro.
Durante a entrevista, os dirigentes também falaram sobre o reajuste tarifário aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, em julho. Segundo Guilherme, a cooperativa registrou neste ano um aumento de 15% nas tarifas, influenciado, entre outros fatores, por dificuldades no mercado de compra de energia.
A Ceriluz já prepara um novo leilão para aquisição de energia, previsto para o dia 3 de setembro. A intenção é contratar energia por períodos menores, buscando reduzir custos e evitar problemas semelhantes aos registrados neste ano no mercado de comercialização.
Os dirigentes ainda confirmaram que a cooperativa mantém estudos sobre a possibilidade de geração eólica na região. Uma torre instalada na comunidade de São Jacó, em Santo Augusto, monitora os ventos há mais de cinco anos. No entanto, segundo Guilherme, os custos atuais de implantação e manutenção ainda dificultam a viabilidade do projeto, que não foi descartado.