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Em entrevista à RPI, oncologista alerta para sinais do câncer de cabeça e pescoço

24 de agosto de 2026
Imagem ilustrativa gerada por IA

O câncer de cabeça e pescoço, tema de conscientização do Julho Verde, precisa continuar sendo debatido durante todo o ano. O alerta é da oncologista clínica Letícia y Castro, entrevistada pela Rádio Progresso. Segundo a médica, esse grupo reúne tumores que podem atingir regiões como boca, garganta, laringe, faringe, seios da face e tireoide. Como essas estruturas estão diretamente relacionadas à fala, alimentação e respiração, a doença pode comprometer significativamente a qualidade de vida.

Entre os principais sinais de alerta estão caroço no pescoço, dor de garganta persistente, rouquidão que não melhora, ferida na boca com duração superior a 15 dias, sangramentos, dificuldade para engolir ou sensação de alimento parado na garganta. A oncologista destaca que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, principalmente nos estágios iniciais. Por isso, sintomas persistentes não devem ser tratados como algo normal ou simplesmente atribuídos a uma infecção.

Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. A médica também chama atenção para o HPV, vírus que pode estar relacionado a alguns tipos de câncer de garganta. Nesse caso, ela reforça a importância da vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos e, em situações específicas, também para pessoas imunossuprimidas.

A prevenção também passa pela higiene bucal e pelo acompanhamento periódico com o dentista. Durante a entrevista, Letícia Y Castro também falou sobre os avanços no tratamento do câncer. Segundo ela, a oncologia caminha cada vez mais para terapias personalizadas, com análises genéticas capazes de identificar características específicas dos tumores e orientar medicamentos mais direcionados.

Outro avanço é a imunoterapia, que estimula o próprio sistema imunológico a combater o câncer. Entretanto, a médica explica que esse tratamento não é indicado para todos os tipos de tumor e que o acesso ainda é um desafio, especialmente para pacientes do Sistema Único de Saúde. Para a oncologista, apesar dos avanços no tratamento, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam entre os principais desafios. Ela também destaca a importância da atividade física. A recomendação mencionada na entrevista é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada a intensa.

Ouça abaixo a entrevista completa: 

Fonte: RPI


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