O vereador Almiro Fortes, PL, registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de Ijuí após tomar conhecimento de um áudio atribuído a um servidor municipal, no qual seriam apresentadas justificativas para a falta de manutenção e troca de lâmpadas da iluminação pública no interior do município.
Em entrevista à Rádio Progresso, Fortes afirmou que seu nome foi utilizado indevidamente para justificar a suspensão dos serviços. Segundo ele, o áudio menciona que as equipes estariam impedidas de atuar no interior até o fim do período eleitoral, sob a alegação de que o vereador teria “embargado” a tramitação do projeto da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP/COSIP).
Almiro negou ter poder individual para impedir a tramitação ou votação de projetos. Explicou que a proposta está em análise na Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, presidida pelo vereador Bira Teixeira, e que a decisão de ampliar o debate e realizar audiências públicas foi tomada de forma colegiada.
O parlamentar classificou as declarações como falsas e afirmou que o registro policial busca esclarecer a origem do áudio, as circunstâncias em que foi produzido e se houve alguma orientação superior para interromper os serviços. Fortes também destacou que a discussão sobre a CIP/COSIP não deve interferir na manutenção da iluminação pública e defendeu que os serviços continuem normalmente.
O vereador afirmou que a proposta precisa ser analisada com maior profundidade antes de uma decisão. Entre os principais questionamentos estão os valores a serem cobrados, quem será responsável pelo pagamento e a destinação dos recursos. Fortes demonstrou preocupação principalmente com os moradores da área rural que atualmente não pagariam a contribuição e que poderiam ser incluídos na nova cobrança.
Ele também defende que o Executivo apresente estudos sobre arrecadação, custos da iluminação pública, economia gerada pelas luminárias de LED e aplicação dos recursos. Segundo o vereador, a Comissão de Finanças e Orçamento pretende ampliar o debate por meio de audiências públicas e solicitar informações complementares ao Executivo antes de qualquer decisão sobre o projeto.
Almiro reforçou que não é contrário à modernização da iluminação ou aos investimentos em segurança, mas entende que uma eventual nova cobrança precisa ser acompanhada de estudos técnicos, dados financeiros e segurança jurídica.