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Bancários da Caixa em Ijuí e região aprovam indicativo de greve a partir de terça-feira

11 de setembro de 2026

Os empregados da Caixa Econômica Federal em Ijuí e região aprovaram, por unanimidade, o indicativo de greve a partir da próxima terça-feira, 15. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria e ocorre em meio às negociações entre os trabalhadores e a direção do banco.

A possibilidade de paralisação foi confirmada em entrevista concedida à Rádio Progresso pelo coordenador administrativo do Sindicato dos Bancários de Ijuí e Região e funcionário da Caixa Econômica Federal, Roberto Franco Peno.

De acordo com o representante sindical, a categoria já havia demonstrado forte insatisfação com a proposta apresentada anteriormente pela instituição. Na semana passada, mais de 80% dos bancários participantes da votação rejeitaram a proposta. Uma nova assembleia foi realizada posteriormente em razão dos procedimentos e prazos jurídicos necessários para a formalização do movimento.

Após a rejeição da proposta inicial, os trabalhadores solicitaram a reabertura das negociações com a Caixa. O banco apresentou uma nova contraproposta, que está sendo submetida à apreciação dos empregados em todo o país nesta sexta-feira,11.

O resultado dessa votação será determinante para definir os próximos passos da mobilização. Caso a maioria dos trabalhadores rejeite a nova proposta, a tendência é que a greve seja iniciada na próxima terça-feira, conforme aprovado pela categoria em Ijuí e região.

Roberto Franco Peno explica que, apesar da aprovação local do indicativo, a decisão está vinculada ao resultado da votação nacional. Entre os principais pontos de insatisfação apresentados pelos empregados está a falta de funcionários nas agências da Caixa.

Segundo o sindicato, o número reduzido de trabalhadores tem provocado aumento da carga de trabalho e dificuldades para manter um atendimento adequado aos clientes. A categoria reivindica a contratação de novos empregados por meio de concursos públicos, diante do que considera um déficit significativo de pessoal.

A situação, conforme o representante sindical, afeta diretamente a rotina das agências, com trabalhadores submetidos a uma carga maior de tarefas e clientes enfrentando dificuldades no atendimento.

A reivindicação por mais empregados também está relacionada à necessidade de recomposição do quadro funcional da instituição, diante da saída de trabalhadores ocorrida nos últimos anos e da demanda crescente pelos serviços bancários.

Outro tema que preocupa os empregados é o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos trabalhadores da instituição e seus dependentes.

A categoria manifesta insatisfação com mudanças no modelo de custeio do plano e, especialmente, com a possibilidade de adoção de cobranças diferenciadas por faixa etária.

Na avaliação dos trabalhadores, esse tipo de cobrança poderá aumentar significativamente os custos para empregados mais antigos e aposentados, justamente segmentos que, segundo o sindicato, podem ser mais impactados pelos valores das mensalidades.

O tema vem sendo tratado como uma das questões centrais nas negociações e integra a pauta de reivindicações apresentada pelos empregados. Caso a greve seja confirmada, na região de Ijuí o movimento deverá atingir principalmente as agências da Caixa Econômica Federal.

A mobilização, entretanto, faz parte de um movimento mais amplo da categoria bancária. Em grandes centros, como Porto Alegre, São Paulo e Brasília, também existem discussões e avaliações sobre mobilizações envolvendo trabalhadores de outras instituições financeiras, como Banco do Brasil e Banrisul.

A intensidade da paralisação e a adesão dos trabalhadores dependerão do resultado das assembleias e da votação nacional sobre a nova proposta apresentada pelos bancos.

Para os trabalhadores da Caixa em Ijuí e região, a assembleia já deixou definido o indicativo de paralisação a partir de terça-feira, 15. A manutenção ou não da greve, contudo, estará diretamente relacionada ao resultado da votação nacional realizada nesta sexta-feira.

Se a nova proposta for aceita pela maioria dos empregados, o movimento poderá ser suspenso e as negociações terão continuidade dentro dos termos aprovados. Caso a proposta seja rejeitada, a categoria deverá avançar para a paralisação.

Até a definição nacional, permanece a expectativa entre os empregados e também entre os clientes da instituição sobre os possíveis impactos da greve no funcionamento das agências a partir da próxima semana.

 

Fonte: Rádio Progresso


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