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Milk Summit Mercosul reúne setor lácteo para discutir inovação, competitividade e futuro da cadeia leiteira em Ijuí

7 de outubro de 2026

Ijuí será palco, na próxima semana, de um dos principais encontros voltados ao setor lácteo do Rio Grande do Sul. O Milk Summit Mercosul será realizado na quarta e quinta-feira, dias 14 e 15, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, integrando a programação da Expofest Ijui 2026.

O evento reunirá produtores, representantes de indústrias e cooperativas, autoridades, pesquisadores e especialistas para discutir temas estratégicos relacionados à cadeia leiteira, incluindo competitividade, inovação, sustentabilidade, sucessão familiar, gestão de riscos e inserção do Brasil no mercado do Mercosul.

Em entrevista à Rádio Progresso, o secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) e coordenador do evento, Darlan Palharini, apresentou os principais assuntos que estarão em debate e destacou a ampliação da proposta do encontro, que passa a incorporar uma perspectiva regional e internacional.

As atividades começam antes da programação principal, com a realização da Arena Láctea, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae e voltada à inovação, às startups e ao desenvolvimento de novos negócios para o campo e para a indústria.

A proposta é aproximar empreendedores, empresas e produtores das novas tecnologias e soluções que podem contribuir para aumentar a eficiência e a competitividade da cadeia produtiva do leite. Um dos temas de maior relevância social e econômica será a permanência dos produtores na atividade leiteira.

Durante o Milk Summit Mercosul, a Emater apresentará um estudo sobre o perfil dos produtores que deixaram a atividade no Estado. A análise busca identificar as razões que levaram ao abandono da produção, bem como os caminhos seguidos por essas famílias após a saída do setor.

O diagnóstico também servirá de base para discutir políticas públicas e iniciativas municipais capazes de estimular a permanência dos produtores no campo, fortalecer a atividade leiteira e contribuir para a sucessão familiar nas propriedades.

A preocupação com a continuidade das pequenas e médias propriedades está diretamente relacionada à capacidade de renovação da mão de obra e à manutenção da produção leiteira em diferentes regiões do Estado.

Outro eixo central da programação será a competitividade da produção brasileira diante dos mercados argentino e uruguaio. Especialistas discutirão os efeitos da circulação de produtos lácteos no Mercosul, as diferenças tributárias entre os países e os desafios enfrentados pelos produtores e pela indústria brasileira.

O objetivo é avaliar os fatores que interferem na competitividade da cadeia gaúcha e discutir alternativas para fortalecer a produção nacional diante da concorrência internacional. A discussão também deve abordar medidas capazes de ampliar a participação do setor em novos mercados e criar condições para o crescimento da indústria e da produção de leite no Estado.

A mudança no comportamento dos consumidores também estará entre os assuntos do evento. Com o aumento da procura por alimentos associados à saúde, nutrição e maior concentração de proteínas, a indústria busca desenvolver produtos capazes de atender a esse novo perfil de consumo.

Nesse contexto, Senai e Fiergs participarão da programação apresentando iniciativas relacionadas à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação na cadeia de lácteos. Entre as possibilidades estão produtos com maior concentração proteica, novos tipos de queijos, iogurtes funcionais e bebidas lácteas. A intenção é oferecer suporte tecnológico principalmente às pequenas e médias indústrias, estimulando a criação de produtos de maior valor agregado.

Para Palharini, a inovação representa uma das alternativas para ampliar o mercado e agregar valor à produção leiteira, aproximando o setor das novas demandas dos consumidores.

Além da inovação, o Milk Summit Mercosul terá debates sobre gestão de riscos, sustentabilidade e oportunidades de exportação. A programação pretende discutir medidas que contribuam para tornar a atividade leiteira mais eficiente e preparada para enfrentar oscilações de mercado, custos de produção e outros fatores que interferem diretamente na rentabilidade do produtor.

A sustentabilidade também será abordada como parte da estratégia de desenvolvimento da cadeia, considerando tanto as exigências do mercado quanto a necessidade de eficiência na produção e no processamento dos lácteos.

Uma das mudanças desta edição está no formato das atividades. A organização reduziu o espaço destinado às palestras exclusivamente expositivas e ampliou a realização de mesas-redondas e debates.

A proposta é estimular a participação do público e permitir maior interação entre especialistas, representantes do setor e participantes do evento. Segundo a organização, o novo formato busca transformar as discussões em um espaço de troca de experiências e construção de encaminhamentos relacionados aos principais desafios enfrentados pela cadeia leiteira.

Com a ampliação da programação e a inclusão de temas relacionados ao Mercosul, inovação e novos mercados, o Milk Summit Mercosul pretende consolidar Ijuí como espaço de discussão sobre os rumos da atividade leiteira e os desafios enfrentados pelo setor no Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio Progresso


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