Quase cinco anos depois de o corpo ter sido encontrado em Frederico Westphalen, a madrasta dele, Graciele Ugulini, o pai, Leandro Boldrini, a amiga de Graciele, Edelvânia Wirganovicz, e o irmão dela, Evandro Wirganovicz,sentarão no banco dos réus. Eles respondem por homicídio qualificadoe ocultação de cadáver.
A escolha- Sete pessoas da Comarca de Três Passos, que inclui também os municípios de Bom Progresso, Tiradentes do Sul e Esperança do Sul serão responsáveis por dizer se os réus são culpados ou inocentes pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Farão parte do conselho de sentença.
A rotina- O grupo ficará em um hotel, em Três Passos, até o fim do júri – que tem previsão de durar até cinco dias. Não poderão ter qualquer tipo de comunicação, seja com outros jurados ou outra pessoa. Só poderão falar com o oficial de Justiça responsável e o assunto não poderá ser o julgamento. Não terão acesso a telefone, internet, TV, rádio ou jornal.
Testemunhas- Irão depor 18 testemunhas. O Ministério Público (MP) indicou cinco; a defesa de Boldrini, 9 (uma delas também arrolada pelo MP); e a defesa de Graciele, quatro. Os advogados de Edelvânia e Evandro não indicaram testemunhas. Os nomes são mantidos em sigilo.
Local- O salão do júri do Foro de Três Passos fica no 2º andar do prédio, na Avenida Júlio de Castilhos, no Centro. Comportará 70 pessoas. Desses lugares, 25 serão reservados para a imprensa, membros do MP e do Tribunal de Justiça. Os outros 45 serão para o público em geral. Terão prioridade os familiares da vítima e dos acusados. Para os demais, serão disponibilizadas, diariamente, senhas fornecidas pela 1ª Vara Judicial, no saguão do Foro. Boldrini, Graciele, Edelvânia e Evandro ficarão lado a lado durante o julgamento, no mesmo espaço destinado aos seus advogados. Quando o réu for chamado para prestar depoimento, ficará em uma cadeira em frente à juíza.