O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) confirmou, em entrevista concedida à Rádio Progresso, que aceitou o convite do governador eleito, Luciano Zucco, para integrar a nova equipe de governo do Rio Grande do Sul, a partir de janeiro. Heinze ficará responsável pela gestão de projetos estratégicos, função com status de secretário de Estado e uma estrutura própria destinada ao acompanhamento de grandes obras e investimentos em infraestrutura.
O parlamentar destacou que a sua principal missão será desburocratizar processos, superar entraves administrativos e atrair investimentos para obras consideradas fundamentais ao desenvolvimento econômico do Estado.
Entre as ações que pretende desenvolver na infraestrutura rodoviária e portuária, citou o avanço na conclusão das vias paralelas de acesso em Ijuí, a finalização das obras da BR-285, que liga o Rio Grande do Sul a Santa Catarina, e o apoio ao projeto do Porto de Arroio do Sal, empreendimento da iniciativa privada que Heinze acompanha desde 2019.
Com relação a malha ferroviária e hidrovias, o senador defendeu uma articulação conjunta entre os governadores eleitos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para recuperar a Malha Sul. A ferrovia está parcialmente interrompida devido a danos estruturais em pontes no Vale do Taquari, situação que prejudica a ligação do Estado com o centro do país e aumenta os custos do transporte de combustíveis e mercadorias.
Heinze também ressaltou a necessidade de acelerar as autorizações ambientais para viabilizar projetos hidroviários que aguardam encaminhamento. Ao fazer um balanço da sua trajetória política, Heinze destacou os 28 anos de atuação no Congresso Nacional, sendo 20 anos como deputado federal e oito como senador. Segundo ele, a experiência e a capacidade de articulação política continuarão a ser colocadas ao serviço dos interesses do Rio Grande do Sul.
O parlamentar abordou ainda as articulações para a eleição da Presidência do Senado, prevista para fevereiro. Heinze manifestou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN), trabalhando na mobilização de votos de bancadas como as do PP e dos Republicanos, com o objetivo de alcançar os 42 votos necessários para enfrentar a candidatura de Davi Alcolumbre.
Na avaliação de Heinze, o Senado precisa de uma presidência firme, capaz de defender a autonomia do Poder Legislativo e assegurar o equilíbrio entre os Poderes da República, incluindo a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador também comentou a saída do ex-candidato Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Heinze criticou o atual ambiente de tensão política e judicial no Brasil, alegando que lideranças da oposição enfrentam pressões desproporcionais. Na sua avaliação, a saída teve como objetivo garantir a segurança pessoal e familiar perante o cenário de instabilidade política no país.