CREMERS

Busca rápidaX

MANCHETES

Perícia confirma que incêndio que deixou 11 mortos começou em gerador do hospital

14 de setembro de 2019

Os peritos da Polícia Civil constataram neste sábado que o incêndio que matou 11 pessoas na última quinta-feira no Hospital Badim, no Rio de Janeiro, começou no gerador de energia da unidade. Eles estiveram hoje no subsolo do prédio incendiado e recolheram peças do equipamento.

Segundo os peritos, é preciso, no entanto, esperar que a empresa responsável pela manutenção dos geradores retire uma peça específica do equipamento. Essa peça será levada ao laboratório do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil, e analisada, para que se conheça a causa do incêndio.

“Sabemos que o problema foi no gerador. Vai ser feito um estudo mais aprofundado para saber a manutenção e como se deu esse problema, que gerou o incêndio”, disse o delegado responsável pela investigação, Roberto Ramos, da Delegacia da Praça da Bandeira (18ª DP).

Segundo ele, ainda não é possível apontar responsáveis pelo incêndio e será preciso colher depoimentos. “Inicialmente, nossa preocupação era constatar essa perícia de maneira eficaz. Pessoas serão ouvidas na segunda-feira”, afirmou. “Vamos ouvir todo mundo que for necessário para as investigações”.

O hospital também informou que um curto-circuito no gerador do prédio 1 da unidade de saúde provocou o início das chamas, que espalharam fumaça para todos os andares do prédio antigo.

Segundo o Instituto Médico Legal (IML), a maioria das vítimas morreu por asfixia e não há corpos carbonizados. A identificação delas foi feita no início da tarde desta sexta-feira.

A direção expressou “profundo pesar” e informou que 103 pacientes estavam internados no local no momento das chamas. Imediatamente, declarou a direção, a brigada de incêndio iniciou a evacuação do prédio, mesmo antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

“Desde o primeiro momento a prioridade total foi socorrer os pacientes e funcionários e salvar vidas. Mais de 100 médicos foram mobilizados para dar assistência aos pacientes que estavam sendo socorridos”, acrescentou a direção. O prédio do Hospital Badim segue interditado pela Defesa Civil por motivos de segurança, assim como outros quatro imóveis no entorno.

Os danos provocados pelo incêndio também se estenderam a casas vizinhas. Uma vila de seis casas teve quatro delas interditadas, sendo duas totalmente e outras duas de forma parcial. O Estado entrou na casa de número 4, que teve as consequências mais graves.

Cerca de 15 horas depois do incêndio, às 12h desta sexta-feira, a cozinha do imóvel de cerca de 220 metros quadrados ainda estava quente, como se um aquecedor estivesse ligado no ambiente. Nas paredes, que fazem divisa com o hospital, rachaduras cortavam o mármore branco. O mais drástico, contudo, se via na sala, onde parte da parede decorada com pedras despencou.

Fonte: Correio do Povo


error: Conteúdo protegido!