Em visita ao município de Ijuí nesta segunda-feira (15), o presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio) Luiz Carlos Bohn, avaliou o cenário que a região vive atualmente em relação a retomada na economia depois do pico de casos de coronavírus registrado no ano passado.
Segundo ele, 2019 foi um ano brilhante à indústria e ao comércio, o que levou todos os setores a acreditarem que o grande salto viria em 2020. No entanto, a pandemia chegou logo nos primeiros meses e prejudicou os negócios como um todo. “Perdemos recursos, empresas fecharam, a população toda perdeu” afirma. Mas, Luiz Carlos Bohn se mostrou esperançoso em relação a pandemia, acreditando que ainda no primeiro trimestre desse ano o cenário em relação a Covid-19 vai mudar e os setores mais prejudicados, ou seja, comércio de bens, serviços e turismo poderiam começar a reagir, mesmo que de forma lenta. Porém, agora o estado enfrenta outro sério problema: a estiagem. Para o presidente da Fecomércio, a falta de chuva ainda vai impactar consideravelmente e 2022 será mais um ano de desafios. A recuperação da economia brasileira e gaúcha depende de uma série de ações dos governos, segundo Luiz Carlos Bohn. “Problemas que já estávamos cientes e que projetamos no balanço do ano passado se concretizaram. Cada vez mais vemos o aumento da dívida pública, a alta da inflação e o desequilíbrio fiscal. Nós, como Federação que representa mais de 500 mil estabelecimentos responsáveis por 51,7% do PIB gaúcho, temos o dever de propor soluções e trazer alternativas para conseguirmos projetar cenários de retomada e menor desigualdade econômica”, acredita o presidente.