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Após quatro meses de luta, morrem as gêmas siamesas de São Luiz Gonzaga 

28 de fevereiro de 2023

Após quatro meses de uma verdadeira luta pela sibrevivência,  faleceram nesta madrugada (28) as gêmeas siamesas São-luizenses, Milena e Sofia. Elas estavam internadas desde o início de janeiro na UTI pediátrica do Hospital Vida e Saúde, de Santa Rosa.  De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o óbito ocorreu à 1h5min, por falência de múltiplos órgãos, “muito em função de um histórico de prematuridade extrema e malformações”. As irmãs tinham um único tronco e duas cabeças. Nos últimos dois meses, os pais, Marciano da Silva Mendes e Lorisete dos Santos, revezavam-se na companhia das crianças, viajando semanalmente entre São Luiz Gonzaga e Santa Rosa.

A história ganhou repercussão nacional porque, ao longo da gravidez, a mãe, de São Luiz Gonzaga, teve o pedido de aborto negado pela Justiça. A família morou nesse tempo após o nascimento numa pensão em Porto Alegre enquanto acompanhavam o estado de saúde das meninas e por último na cidade de Santa Rosa onde elas haviam sido transferidas no início do mês.

As meninas nasceram em 1º de novembro prematuras, com 32 semanas de gestação. Elas tinham um único tronco, duas cabeças, dois braços e duas pernas. Segundo laudo do hospital durante a gestação, apresentavam dois corações unidos pela mesma artéria aorta, dividiam fígado e bexiga. Cada uma tinha um rim e um estômago, mas apenas o estômago de uma funcionava. Após o nascimento, Marciano e Lorisete se mantiveram em Porto Alegre por dois meses, contando com doações do público que se sensibilizava com a história e recursos da Secretaria Municipal de Saúde de São Luiz Gongaza. Em dezembro, a Justiça determinou que o Estado pagasse uma ajuda de custo ao casal. Ele é pedreiro e ficou impossibilitado de pegar novos serviços. Ela, auxiliar de serviços gerais, estava no final da licença-maternidade.

Fonte: RPI/ Foto: reprodução
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