O primeiro ano de mandato do vereador Almiro Fortes (PL), eleito com 1008 votos em 2024, foi marcado por intensa atividade legislativa e também por episódios de tensão política na Câmara de Vereadores. Ao fazer um balanço das ações realizadas, o vereador destacou que apresentou ou participou de 14 tipos diferentes de proposições ao longo de 2025, demonstrando, segundo ele, que o trabalho parlamentar vai muito além da votação de projetos de lei.
Entre as principais iniciativas estão 96 pedidos de providência, encaminhamentos feitos a partir de demandas da comunidade e enviados ao Executivo na tentativa de solucionar problemas do dia a dia da população. Também foram protocolados 25 pedidos de informação, 20 requerimentos, além de oito moções, tanto de apoio quanto de repúdio.
No campo legislativo, o vereador apresentou sete anteprojetos de lei e ainda participou da destinação de seis emendas impositivas. Um dos projetos que ele considera mais importantes já se transformou em lei: a criação da Semana Quebrando o Silêncio, iniciativa sugerida pela Igreja Adventista e que busca fortalecer ações de conscientização e combate à violência doméstica. O programa já existe em diversos países e tem como objetivo ampliar os mecanismos de proteção às vítimas e estimular denúncias.
Outras propostas apresentadas, no entanto, não avançaram na forma de projeto de lei porque foram consideradas medidas que gerariam despesas ao município. Nesses casos, segundo o vereador, a alternativa foi reapresentar as ideias como anteprojetos, para que o Executivo avalie a viabilidade de implementação.
O parlamentar também comentou um episódio que marcou o cenário político local no ano passado, quando ele e outros vereadores que integravam a base do governo votaram contra um projeto do Executivo que criava 11 novos cargos na prefeitura. Na avaliação dele, três das vagas não atendiam ao interesse público e poderiam beneficiar pessoas específicas.
Após a votação, o prefeito teria anunciado, por meio de um porta-voz, que os vereadores que votaram contra o projeto estariam fora da base do governo e não teriam mais suas reivindicações atendidas. O vereador afirma que não houve oportunidade de debate sobre o tema e sustenta que não foi o grupo que decidiu deixar a base, mas sim uma decisão do Executivo. Diante disso, afirma que o papel agora será exercer uma atuação mais fiscalizatória do que colaborativa.
Para os próximos anos de mandato, o parlamentar afirma que pretende ampliar a atenção ao interior do município, principalmente em relação às condições das estradas rurais, tema recorrente nas demandas da comunidade.
Sobre o futuro político, o nome dele já chegou a ser mencionado como possível candidato a deputado estadual. A possibilidade, no entanto, é descartada para 2026. O vereador afirma que a prioridade neste momento é consolidar o trabalho no Legislativo municipal, mas admite que não descarta disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2030, caso consiga construir uma trajetória sólida até lá.