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“As pessoas não entendem a função da UPA”, diz Paulo Braga

29 de novembro de 2021

Uma polêmica marcou o final de semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ijuí. Uma mulher relatou nas redes sociais a demora para atendimento de uma amiga, levada por ela até a unidade. Segundo Bia Bussler, ela e a amiga, que estava passando mal, chegaram à unidade por volta das 14h, mas só receberam atendimento duas horas depois.

Em entrevista à Rádio Progresso, Bia disse que a amiga estava tendo um infarto. Nestes casos, o atendimento deveria ter sido realizado imediatamente, já que é classificado como emergência. Na UPA, os atendimentos são feitos de acordo com a classificação de risco. Casos graves têm prioridade no atendimento e a espera pode ser de até quatro horas, para casos de menor gravidade.

O vereador Paulo Braga (PDT), que estava em seu turno de trabalho na unidade no momento em que a situação relatada por Bia aconteceu, disse que provavelmente não se tratava de um caso de infarto, já que a paciente passou pelo acolhimento na triagem, momento em que a profissional responsável a examinou e determinou a espera. “Se fosse um infarto, ela teria sido atendida com urgência”, pontuou. 

Paulo Braga disse ainda que a tarde do domingo registrou um movimento anormal na unidade, que chegou a ficar superlotada. “Acredito que tivemos mais de 200 atendimentos no domingo. Os dois médicos estavam atendendo normalmente, mas era muita gente. Algumas pessoas não entendem a finalidade da UPA, que é atender casos graves, urgentes. Não é raro vermos pessoas procurando a UPA por dor nas costas, mal estar comum, problemas que deveriam ser tratados nas unidades dos bairros”. 

O Secretário de Saúde, Marcio Strassburger, disse que assim que tomou conhecimento da alta demanda, destinou mais um médico para atendimento. Sendo assim, na tarde do domingo, três profissionais atenderam a comunidade na UPA, e não dois como é costumeiro. O secretário também se reuniu com a coordenação da UPA, para debater a questão e reforçou que a secretaria vem trabalhando para qualificar cada vez mais o trabalho prestado pela unidade.

“Trabalhamos, debatemos e buscamos alternativas dia após dia para oferecer um atendimento cada vez melhor para a população. Claro que alguns pacientes acabam esperando mais que os outros, por apresentarem um quadro menos grave, mas oferecemos o atendimento assim que possível”, frisou. 

Sobre este caso específico, o secretário reiterou que a paciente, ao chegar na UPA, passou pela triagem, onde foi diagnosticada a gravidade do caso e que alguns sintomas de outras comorbidades se assemelham a casos de infarto, o que pode ter contribuído para esta conclusão. “A paciente foi acolhida e passou pela triagem. Ela pode ter acreditado passar por um infarto por causa dos sintomas, que apesar de parecidos, podem denotar outro problema”, pontuou. 

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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