Foto: Acervo/RPI A secretária municipal de Assistência Social de Ijuí , Andreia Amorim falou nesta manhã, 05, sobre a situação dos venezuelanos abrigados e inseridos no município, destacando ações desenvolvidas por meio de programas federais e estaduais de acolhimento e interiorização.
Conforme a pasta, o município participa de um projeto articulado em nível nacional, com contratos firmados em Brasília, que encaminha migrantes venezuelanos que já estão no Brasil para estabelecer moradia e inserção social em cidades parceiras.
Atualmente, oito venezuelanos encaminhados pelo programa já estão inseridos no município e atuando no mercado de trabalho. Nos próximos dias, é prevista a chegada de mais dez pessoas, seguindo a dinâmica do projeto, que trabalha com contratos em grupos de dez migrantes. O perfil dos encaminhados é, em sua maioria, de núcleos familiares.
Segundo Andreia Amorim, ao longo dos últimos dez anos, mais de 300 venezuelanos passaram a residir em Ijuí por iniciativa própria. Muitos deles já estão inseridos no mercado de trabalho e integrados à comunidade local. Além disso, há encaminhamentos para qualificação profissional, com a oferta de cursos por meio de parcerias e inclusão no programa Qualifica Mais.
A secretária explicou ainda que o programa de interiorização, conhecido como Operação Acolhida no Rio Grande do Sul, é voltado prioritariamente a venezuelanos. Os migrantes que chegam por essa iniciativa já vêm com a documentação regularizada e aptos para ingresso imediato no trabalho. Nos casos de refugiados de outros países, a situação é tratada como acolhida humanitária, sendo necessário o encaminhamento da documentação junto à Polícia Federal, processo que pode levar até três meses.
De acordo com a administração municipal, o acompanhamento das famílias e dos indivíduos inseridos ocorre de forma contínua, com foco na integração social, acesso a políticas públicas e autonomia por meio do trabalho e da qualificação profissional.