O secretário de Educação de Ijuí, Cláudio Souza, em entrevista à Rádio Progresso, avaliou os impactos provocados pela pandemia nas escolas municipais. Em 19 de março houve a suspensão das aulas presenciais em todo o Rio Grande do Sul. A partir daí a área da educação teve que se reinventar para atender todos os alunos e manter o vínculo com a escola.
Durante todo o 2020 as aulas funcionaram de forma remota: com atividades impressas que os pais retiravam mensalmente nas escolas ou através de uma plataforma virtual.
“Nem todos os alunos tiveram acesso a esse segundo método de estudo. São muitas as razões. A questão de não ter internet em casa, da família ter apenas um celular em que o pai ou a mãe levam o aparelho para o trabalho. Todo esse cenário foi preocupante”, afirma o secretário.
O retorno das aulas presenciais ocorreu em 5 de maio. Hoje, no mês de julho, 52% dos alunos voltaram às escolas. Os outros 48% seguem com atividades remotas. “Essa é uma opção da família. É claro que aí aparecem as fissuras e as lacunas da aprendizagem que vêm desde 2020 se acentuando. Eu tenho lido muito sobre o tema e especialistas falam em até cinco anos para que a educação do nosso país possa dar conta do tempo perdido”.
Sobre a idade que mais sofreu impacto, o secretário acredita que tenha sido no todo, desde o período de alfabetização, transição dos anos finais para o ensino médio e o 3º ano do ensino médio.
“Vamos testar nossos alunos do 2º ao 9º anos nos componentes da língua portuguesa e matemática”, disse.
Essa aplicação de testes ocorre em parceria com a Unijuí e vai acontecer em setembro com a tabulação dos resultados realizada em outubro para as redes de ensino ter os meses de novembro e dezembro para definir estratégias usadas em 2022.
“Em nível de país precisamos de um grande pacto para a educação. Também precisamos de apoio da família. Caso contrário, teremos muitas dificuldades em superar as dificuldades de aprendizado durante este período”, finalizou o secretário.