O vereador e advogado Bira Teixeira, do PT, fez um balanço da atuação desde que assumiu o atual mandato na Câmara de Vereadores de Ijuí. Em entrevista, ele afirmou que seu trabalho foi pautado principalmente pela fiscalização do poder público, denúncia de privilégios e defesa da população.
Segundo o parlamentar, uma das marcas do mandato foi tentar dar voz a pessoas que muitas vezes não encontram espaço no debate político. Entre os exemplos citados está a denúncia envolvendo os chamados supersalários na política local, tema que gerou forte repercussão no município. Ele lembrou que foi ingressada uma ação judicial questionando os aumentos salariais aprovados no Legislativo. Em primeira instância, a decisão foi favorável à derrubada do reajuste. No entanto, o processo segue em tramitação no Tribunal de Justiça após recurso apresentado pela presidência da Câmara na época.
Outro ponto lembrado pelo vereador foi o debate em torno das multas milionárias relacionadas ao setor de telecomunicações do Demei. Bira afirmou que seu mandato atuou para questionar e dar visibilidade ao assunto, defendendo mais transparência nas decisões que podem gerar impacto financeiro ao município.
O parlamentar também destacou ter sido contrário à proposta que discutia a isenção de IPTU a um grande empresário de Ijuí por mais de 15 anos, entendendo que a medida representaria um privilégio injusto em relação aos demais contribuintes.
Apesar de priorizar a fiscalização, Bira ressaltou que também atuou na articulação de recursos para o município. Entre eles, a destinação de dois milhões de reais, viabilizados junto ao deputado federal Dionilso Marcon, para o projeto do centro obstétrico do Hospital de Clínicas de Ijuí.
O vereador ainda citou recursos destinados à UPA de Ijuí, com objetivo de ampliar a estrutura de atendimento, além de emendas para a ANR, voltadas à ampliação de oportunidades para crianças atendidas pela entidade.
Outro tema lembrado foi a discussão sobre o saneamento. Bira afirmou que ingressou com ação judicial questionando a cobrança de 70% da taxa de esgoto, aplicada após mudanças na gestão da Corsan, atualmente sob responsabilidade da Aegea.